1ª Copa No Limit de MTB XCM retoma ciclismo em Vassouras (RJ) com juizforanos no pódio

Felipe Marques e Daniel Grossi no pódio (Foto: arquivo Ricardo Leite)

Felipe Marques e Daniel Grossi no pódio (Foto: arquivo Ricardo Leite)

Realizada no último domingo, 22, em Vassouras, no Vale do Paraíba fluminense, a primeira edição da Copa no Limit de Mountain Bike XCM trouxe novas conquistas para os atletas de Juiz de Fora. Na Elite, Daniel Grossi (Guma Construtora / Mr Tugas Pizzaria / Groove Bicicletas / Inspire Consultoria Esportiva / Vigor Academia / BR Esportes) cravou o tempo de 01:41:26, foi o grande campeão e subiu ao pódio acompanhado de Felipe Marques (Equipe UFF de Ciclismo), quarto colocado na categoria, com 01:52:56.

“Sabia que não seria fácil, tinha muitos pilotos fortes. Acabei me prejudicando nos trechos de barro, perdi contato com os líderes, acabei tomando um tombo e me prejudicando mais ainda na tentativa de buscá-los. Mas gostei da prova, de ver meu resultado e dos demais de nossa cidade. Estão todos de parabéns”, comemorou Marques.

O atleta Robson Aloisio (AFA Bikes / Guma Construtora) ficou com o topo da Sub-45, 01:41:37, enquanto Ricardo Leite (Pulse Academia / Pinabikes / Bossi) completou a prova em 01:53:27 e foi vice na Sub-50.

“Foi uma prova muito interessante, com uma largada exigindo dos competidores logo no inicio, por ter uma parte de longa inclinação. Quando busquei manter ritmo forte para tentar abrir dos adversários, senti as pernas incharem e o coração ir ao limite. Formamos um pelotão pequeno, com ritmo bem forte. Logo em seguida, nos deparamos com uma parte plana, com lançantes de subida embalada, que privilegiou os atletas mais potentes. Ainda nos deparamos com terrenos mesclando lama e muita poça, com exigência técnica. Por estar em alta velocidade, pegamos outro pelotão que estava à frente”, lembrou Leite.

Ele complementou a experiência. “Ficamos uns seis pilotos de categorias diferentes da minha, andando juntos até próximo do final, quando aconteceram os sprints e puxei um outro ciclista. Fizemos uma chegada juntos na geral – ele em 19° (Breno Esteves da Costa) e eu, em 20°. Fui campeão na minha categoria e ele, campeão na dele”.

Superação e reconhecimento

Walmir Terra (Foto: arquivo Ricardo Leite)

Walmir Terra (Foto: arquivo Ricardo Leite)

Para Marcus Ribeiro da Rocha, o primeiro lugar na Open foi fruto de 01:53:10 de trajeto. Já Walmir Terra, petropolitano de nascença, mas juizforano de coração, completou os resultados locais com vitória na Paradesportivo, com 02:20:27.

“Para mim, nenhuma prova é fácil. Não corro para vencer, mas para superar meus próprios limites. Com quarenta anos, 122kg e fumando vários cigarros por dia, meu médico me deu seis meses de vida. Estava perto da morte, cheguei a ficar dez noites sem dormir. Mas comecei a andar de bike e agora ando 120km. Tenho muita qualidade de vida, tudo mudou”, contou Terra, portador de uma deficiência no olho esquerdo.

Ao todo, os participantes enfrentaram 46km de maratona (XCM) por trilhas em terrenos variados e foram desafiados ao redor de vários pontos turísticos da cidade, como a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil e a Serra do Mar. A prova ainda foi considerada uma retomada ao ciclismo vassourense, por acontecer cerca de um ano depois do Bike Tour Vassouras.

Segundo o presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj), Cláudio Santos, a presença dos atletas juizforanos fez toda a diferença para o sucesso do evento. “Nossos amigos de Juiz de Fora arrebentaram na Copa No Limit (Vassouras), aliás, essa galera fantástica tem somado demais à gestão Fecierj nos últimos seis anos, trazendo qualidade e esbanjando simpatia neste Rio, Estado da Bicicleta. A eles, deixo nossa mais sincera estima e gratidão”, concluiu.

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