1º Mountain Bike XCP reúne grandes feras do esporte em Ewbank neste domingo

* Priscila Oliveira

Organizado pela atleta e treinadora juiz-forana Roberta Stopa (colunista de Pedal e Ciclismo do Rumo Certo), através do No Limts – Circuito Stopa de Esporte, o 1º Mountain Bike XCP – Ewbank é a grande atração deste domingo, 23, para os ciclistas da região. Reunindo nomes que são referência nacional e internacional do esporte, como a belo-horizontina Raquel Gontijo e o teófilo-otonense Robert Leal, o evento oferece aos participantes uma grande oportunidade de mostrarem técnica, habilidade e superação em meio aos quase 50km preparados para as categorias Open Masculino, Open Feminino, Cadete, Expert, Master A, Master B, Master C, Dupla Mista, Dupla Feminina e Dupla Masculina.

Além de quase 970m de ascensão, a prova promete desbravar belas paisagens, escondidas entre os povoados que margeiam o município, com sua vegetação de mata atlântica, cachoeiras e vários pontos turísticos da Estrada Real. A largada está marcada para as 9h, em frente à agência dos Correios.

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Raquel Gontijo se inspira em títulos nacionais e internacionais para fechar a temporada com ‘chave de ouro’ (Foto: Sportograf)

Campeã master

Campeã brasileira master de XCM, vice-campeã panamericana de XCO e vice-campeã mundial de XCO, Raquel Gontijo (Tripp Aventura/ Água Mineiral Ingá/ BodyShape Academia/ Katiane Duarte/ Roberta Stopa/ Salute Trabalho do Corpo) se mostra bastante empolgada com a disputa. “O que me motiva a correr essa prova são as pessoas que estarão lá. Terminar o ano fazendo o que mais gosto, na companhia de grandes amigos, é fechar com chave de ouro uma temporada que foi plena de conquistas, como ser campeã mineira e brasileira de XCM, além de outras vitórias em provas regionais”, revela.

Treinada por Stopa – que assina a prova junto com a companheira Jamile Lamha, Gontijo não abre mão de tecer elogios às amigas e mostrar a que vem. “As duas são muito queridas. Não deixaria de prestigiar um evento delas e seus convidados de jeito nenhum… Para mim, essa será mais uma festa do que uma competição, pois a região é belíssima e o percurso foi especialmente desenhado pela super atleta Roberta Stopa. Essas são as credenciais que garantem a qualidade da diversão que nos aguarda”.

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Thiago Drews e Robert Leal estão entre os representantes da Brou Aventuras na prova (Foto: arquivo / Robert Leal)

Brutalidade pura

Morador da capital mineira e um dos símbolos da Brou Aventuras, Robert Leal e seus colegas de equipe chegam à disputa com muita simpatia e “brutalidade”, afinal, esse é apenas mais um motivo para não “ser feio”. ”Esse termo veio no meio dos treinos, porque, ao encontrar os caras treinando escondido, começamos a dizer que todos estão treinando porque ‘ninguém quer ser feio’. Está incorporado ao ‘brutuguês’ – vocabulário criado por nós. A Brou Aventuras foi criada pelo Thiago Drews, que é nosso chefe ‘bruto mor’, o cara mais bruto do planeta. Na verdade, temos todos como ‘brutos’, em todos os aspectos da vida. É um termo de motivação, que faz parte da brutalidade que se aflora em cada gota de suor, tanto nas corridas quanto nos treinos”,  destaca.

Atribuindo a fama do grupo entre os ciclistas à amizade, humildade e coletividade, alcançados através de motivações, ensino e (claro) muita brutalidade, Leal prefere não definir nenhuma conquista como principal, pois considera todas igualmente especiais em sua carreira. Para ele, “estar no meio da galera bruta já é importante, independente do lugar conseguido, seja numa prova nacional ou internacional”. Por isso, expectativa é o que não falta para o MTB XCP – Ewbank. “Acredito que vai ser uma prova bastante organizada, pois é feita por quem vive esse espírito. Estou indo porque as pessoas sempre nos motivam e por amar esse esporte coletivo. Estar no meio dos atletas não tem preço e ainda tenho um carinho enorme pela Roberta Stopa… Assim, vamos em peso para essa festa do mountain bike bruto”.

De Juiz de Fora

Entre os juiz-foranos confirmados no evento, Ricardo Leite (Pulse Academia/ Pinabikes) é um dos que tem motivos de sobra para buscar o pódio, já que esse foi exatamente o lugar que alcançou na semana passada, durante a prova de MTB do XTerra Camp.

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Ricardo Leite é um dos juiz-foranos confirmados na disputa (Foto: Janinha Lage)

“Saímos junto com os atletas da elite, num grupo com ritmo bem forte, que se destacou dos demais logo nos primeiros quilômetros. Quando terminou o asfalto e entramos nos trechos com estrada de terra, ganhamos distância dos outros adversários, enfrentando todas as dificuldades de início de prova (frequência cardíaca muito elevada, pernas queimando…). Mesmo assim, imprimimos um ritmo cada vez mais pesado, até chegar na travessia de um rio cheio de pedras – sem falar nos morros, com inclinação tão radical, que não conseguimos pedalar, e tivemos que fazer empurrando. Nesse momento, ocorreu um desgaste ainda maior, por mudarem as solicitações musculares relativas ao pedal. Até aí, estávamos todos bem colados, mas tudo começou a desembolar depois das montanhas. Foi quando assumi a quinta posição e formamos o pódio”, conta, se referindo aos colegas de premiação Lukas Kaufmann (1º), Daniel Carneiro (2º), Marcelo Eurico (3º) e Marcos Ribeiro (4º).

Sobre os desafios que tem pela frente, o objetivo já está traçado. “Esta época é um período em que, normalmente, acontecem muitas provas de MTB – ainda mais na nossa região. É muito importante acontecer o XTerra, Ewbank e o Desafio Barbante. Pretendo alinhar nas três corridas e, respeitando meus adversários, vou tentar sempre buscar o título”.

Tudo pronto

Segundo a organizadora Roberta Stopa, os participantes devem ficar atentos à prova, especialmente em alguns trechos. ”Quase todo o percurso é de estradas rurais, com alguns estradões largos e outros onde só passa praticamente um carro. Eles precisam ter atenção aos mata-burros, porque são muitos, sendo um pouco menos da metade de mata-burros retos – alguns deles tem porteira do lado, que nós vamos abrir; os que não tem, vamos sinalizar o máximo possível. O trajeto conta, ainda, com duas subidas que são mais duras: uma tem muito galho solto, o que dificulta bastante na subida; e a outra, já no final, é mais íngreme e um pouco mais longa, com quase 12km de extensão.  O resto é mais ‘baixadão’, com bastante sombra, porém, uma parte mais complicada, que vai dar lama mesmo”, antecipa.

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Reconhecimento do percurso do MTB Ewbank, há duas semanas (Foto: arquivo / Daniel dos Reis Carracci)

Com mais de quarenta pessoas no reconhecimento do percurso, realizado há duas semanas, e tudo pronto para o evento começar, a atleta e treinadora intensifica a necessidade dos mountain bikers zelarem pela própria segurança, especialmente porque a largada e a chegada acontecem dentro de Ewbank da Câmara. “Como não dá para fecharmos a via, eles precisam tomar cuidado para não andar na contramão. Quem fez o reconhecimento, gostou. Alguns pediram trilha, mas, como é uma prova mais voltada para a galera amadora, preferimos não colocar. Mesmo assim, tem duas descidas que são bem perigosas e substituem bastante a trilha, porque tem muito cascalho solto e pedem muito controle da bicicleta. Também é preciso lembrar que esse tempo é muito louco – tanto pode estar calor quanto chover -, e que hidratação e alimentação são sempre muito importantes”, finaliza Stopa.

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