25º IBITIPOCA OFF ROAD: Títulos principais das motos e carros foram decididos de virada

Reportagem: Priscila Oliveira

Pódio Master das motos do IOR (Foto: Alessandra Teixeira)

Pódio Master das motos do IOR (Foto: Alessandra Teixeira)

A edição de 25 anos do Ibitipoca Off Road (IOR) não foi apenas histórica, mas surpreendente do início ao fim. Isso porque as “feras” do enduro e rally nacionais protagonizaram algumas das maiores disputas dos últimos tempos na competição. Nas motos, depois da briga ponto a ponto entre grandes nomes do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, o atual líder nacional da modalidade, Jomar Grecco, superou três vices-campeonatos no IOR, avançou sobre a liderança de Emerson Loth Bombadinho nas duas etapas de sábado, 02, saltou do 4º para o 1º lugar no domingo, 04, e finalmente alcançou o título da Master, principal das onze categorias que desafiaram cerca de 400 trilheiros. Já entre os mais de 60 carros, divididos em três categorias, o tão sonhado tricampeonato consecutivo na Graduado dos jipeiros juizforanos Pedro Agrelle e Matheus Mazzei foi adiado em pelo menos um ano com a vitória, de virada, da dupla formada entre o conterrâneo Pedro Paulo de Oliveira (Pepê) e o paranaense de Apucarana, Alan Reis (Marreco).

Todos os participantes enfrentaram quatro provas, que aconteceram entre Juiz de Fora, Lima Duarte e o distrito de Conceição de Ibitipoca. Em Minas Gerais, elas encerraram o Campeonato Mineiro de Enduro de Regularidade e contaram pontos para a Copa Estrada Real de Enduro de Regularidade.

Jomar Grecco, campeão Master do enduro (Foto: Hugo Keyler)

Jomar Grecco, campeão Master do enduro (Foto: Hugo Keyler)

“Vencer ou vencer”

Capixaba da cidade de Pedra Azul, Grecco (Sherco/ Motofire Preparações/ASW/ Mitas/ Corona/ Jarva/ Putoline/ Mrpro Braces/ Imagem/ Show de Compra/ Husby) não escondeu a satisfação pelo feito. “Fui para a trilha com o intuito de vencer ou vencer. O dia de domingo foi bem melhor, não porque venci, mas todos os pilotos comentaram que tinha muito mais trilhas do que sábado. Antes era trilha e estrada, e depois não – era trilha, trilha e trilha. Não eram tão pesadas, mas bastante técnicas, com muitos obstáculos e tal. Eu já estava tentando esse título há três anos e, como disse na nossa primeira entrevista, tinha o favoritismo de ganhar. Vacilei no começo, mas, graças a Deus, consegui buscar o resultado que precisava e deu tudo certo”, comemorou.

O campeão também lembrou a “briga” com o atual campeão Brasileiro de Enduro de Regularidade. “Sábado eu fiquei em 7º na parte de manhã e em 2º à tarde, ficando em 4º na soma das etapas. Tinha que tirar 11 pontos do Bombadinho – ele estava com 47 e eu, com 36. Aí pensei: ‘Tudo tem que dar certo. Eu preciso ganhar as duas etapas de domingo e ele tem que errar alguma coisa, e foi mesmo. Na parte da manhã eu ganhei e ele ficou em 2º, na da tarde ele só precisava de um 5º para ganhar, só que errou chegando em Juiz de Fora. Não tem jeito, quando tem que ser é mesmo”.

Os pilotos Mario Vignate (Santo Antônio do Monte – MG / 2º), Emerson Loth Bombadinho (Curitiba – PR / 3º), Dario Julio (Lavras – MG / 4º) e Rodrigo Amaral (Lagoa da Prata – MG / 5º) completaram o pódio Master.

Clique AQUI para conferir a classificação, por categoria, das motos do IOR 25 anos.

Pódio Graduado dos carros em 2014 (Foto: Hugo Keyler)

Pódio Graduado dos carros em 2014 (Foto: Hugo Keyler)

“Faca nos dentes”

“A galera está vindo com a ‘faca nos dentes’. Então, eles (os concorrentes) falarem que vão tomar o título de mim me faz ficar mais ‘nervoso’, mas isso é melhor, porque me concentro mais para não deixar o título escapar”. Essa foi a declaração de Mazzei no domingo pela manhã, quando ainda ocupava a liderança dos jipes ao lado de Agrelle, antes da largada para as duas últimas e decisivas etapas dos carros. Mas, depois de capotarem nos quilômetros finais do rally, a “faca” mais afiada terminou com os concorrentes.

“A fila tem que andar, então, nós só ajudamos isso a acontecer. Tivemos problemas numa propriedade sábado, terminamos em 2º, mas nosso objetivo era ganhar. Viemos muito fortes domingo e, por isso, conseguimos esse 1º lugar”, ressaltou Pepê, enquanto Marreco se empolgou cada vez mais com o campeonato.

Alan Marreco e Pepê de Oliveira, dupla campeã Graduado do rally (Foto: Hugo Keyler)

Alan Marreco e Pepê de Oliveira, dupla campeã Graduado do rally (Foto: Hugo Keyler)

“Em termos de navegação, foi bom demais. No primeiro dia, à tarde, por um erro meu, não tivemos uma colocação melhor, mas domingo a gente colocou a faca nos dentes, mastigou no final da prova e depois ainda cuspiu. Penso em ganhar o Ibitipoca desde a primeira vez que participei, em 2011, e, graças ao Pepê, esse sonho foi realizado. Ele pilotou muito, muito, mas muito mesmo”.

Imediatamente o juizforano emendou. “Graças a nós. Antes do resultado final, essa parceria já estava fechada para 2015, se Deus der saúde para a gente”. E o apucaranense brincou: “Somos invictos e campeões”.

As duplas Pedro Agrelle e Matheus Mazzei ficaram com o vice-campeonato, enquanto Magno Aragão e Paulo Renato (Niterói – RJ) terminaram em 3º lugar. Os mineiros Pedro Braz e Lobsang Max (Juiz de Fora), 4º colocados, e Wander Eduardo de Almeida e Jhonata Ardigo (Belo Horizonte), 5º, também subiram ao pódio pela categoria Graduado.

Clique AQUI para acessar a classificação completa dos carros no IOR.

Késsia Tristão e Laura Nunes (Foto: Hugo Keyler)

Késsia Tristão e Laura Nunes (Foto: Hugo Keyler)

Toque feminino

Para a piloto Késsia Tristão (Conecta Contabilidade), de Muniz Freire (ES), que disputou e venceu a categoria Feminino das motos sobre a belo-horizontina Laura Nunes, o sentimento é de dever cumprido.

“Sábado fiquei na frente, Laura deu azar e perdeu muito tempo agarrada em brejo. Domingo foi mais disputado, mas, mesmo com todos os enroscos, a situação foi favorável a mim, graças a Deus. Na verdade, nem esperava esse título. Foi uma surpresa, porque ela é bem mais experiente. O Ibitipoca para mim sempre foi um desafio individual, em que eu queria superar meus medos, meus limites físicos e minha capacidade. Com a vitória, foram duas alegrias: completar a prova e ainda terminar em primeiro lugar”.

Segundo o supervisor geral do Ibitipoca Off Road, Thiago Resende, o evento deste ano foi mais positivo do que o esperado. “Quem fala dessa edição histórica, na verdade, são os pilotos. É uma satisfação trabalhar quatro, cinco meses, chegar aqui e o cara falar: ‘obrigado pelo final de semana que vocês me proporcionaram’. Isso é o melhor de tudo. Durante 25 anos, o que vale a pena é a amizade que a gente conquista. Nesse momento, agradecemos aos patrocinadores e aos competidores, que fazem essa festa. Graças a Deus, deu tudo certo, e agora vamos pensar nos 26 anos”, finaliza.

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