A corrida é mais difícil para mulheres?

Alterações hormonais, osteoporose, alimentação incorreta: a corredora sofre mais na hora do treino

corrida difícil pra mulher - rep mundo boa forma

Foto: Reprodução / Mundo Boa Forma

Infelizmente, as mulheres são predispostas a mais lesões musculoesqueléticas do que os homens. Principalmente por causa de alterações hormonais, o corpo de torna mais vulnerável e, assim, é preciso cuidar mais e melhor dele. Por sere o “sexo frágil”, a musculatura da mulher precisa ser mais bem trabalhada para que o impacto da corrida não prejudique os ossos, causando o enfraquecimento e, consequentemente, a quebra deles.

As lesões femininas não são totalmente evitáveis, uma vez que são decorrentes da alteração hormonal, tanto da menarca quanto da menopausa. Há duas fases na vida da mulher em que a alteração hormonal é tão grande que acaba prejudicando diretamente a fase de estruturação óssea: quando ainda adolescente, na menarca, e no climatério, que é a fase da menopausa. Essa desestruturação leva à osteoporose.

Existe um que mostra como a mulherada sofre mais na corrida. Foi feito com corredores dos dois sexos. A incidência de fratura por estresse na tíbia é maior em mulheres, justamente por elas terem o quadril mais largo que o do homem e o joelho em “x” (joelhos voltados para o lado de dentro).

Para praticar corrida, a mulher deve ter um preparo muscular prévio. Se o preparo for adequado, os ossos e tendões sofrerão menos impacto. É extremamente importante que a mulher fortaleça os músculos com musculação, treinamento funcional ou pilates. Dessa forma, o impacto da corrida não vai diretamente para os ossos – ele para na musculatura fortificada. Além disso, avaliações médicas são essenciais.

corrida difícil pra mulher exame de coração - rep camboriú cardio

Foto: Reprodução / Camboriú Cardio

A primeira coisa que as mulheres devem fazer é passar por avaliações no cardiologista. Caso a pessoa tenha qualquer alteração do ponto de vista cardiológico, essa prevenção serve para que o problema não tome proporções grandiosas. Em segundo lugar, deve-se acompanhar um nutricionista especializado e que elabore uma dieta individualizada. Os níveis de gordura corpórea permanecem na normalidade. Assim, a “tríade da mulher atleta” – aquela que come pouco, tem disfunção hormonal e, então, osteoporose – não acontece.

Alimentação

Com relação à alimentação, o ideal é ter uma dieta equilibrada, consumindo leite e derivados, devido à presença de cálcio. Contudo, não só esses alimentos contém cálcio – ele é encontrado no agrião, espinafre, laranja, beterraba ou aveia. Assim, você pode variar na dieta sem deixar de consumi-lo. A alimentação ideal é rica em cálcio e vitamina D. Além disso, é melhor fazer uma dieta em que proteínas vegetais e animais sejam usadas, para dar mais espaço ao armazenamento de energia no músculo sem aumentar o índice de gordura.

Não há desculpas… Vamos nos cuidar, e bora praticar saúde!

Prof. Pedro Paulo Duarte Souza
Especialista em Treinamento Esportivo pela UFMG
CREF 008002-G/MG, Tel:  (32) 9982-9309
personal.pedro.paulo@gmail.com

Comentar

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *