Aos 77 anos, atleta de Guarani revela: “Não existe melhor remédio que a corrida”

*Reportagem: Priscila Oliveira

Ter uma vida longa e saudável é um privilégio do qual a maioria das pessoas deseja desfrutar. Se para algumas a idade é sinônimo de cuidados redobrados, para outras é a oportunidade de aproveitar a terceira idade da melhor forma possível. Um desses exemplos de busca pelo bem-estar nessa faixa etária vem de Guarani.

Getúlio José de Macedo corre há pelo menos 20 anos e coleciona pelo menos 150 medalhas e 50 troféus (Foto: Hugo Keyler/arq. RCO)

Quem participa das corridas na região provavelmente já ouviu uma torcida frenética ovacionando Getúlio José de Maced0, mais conhecido como ‘seu Getulinho’. Aos 77 anos, ele dá show de longevidade, completando cada desafio com um sorriso no rosto.

Adepto da modalidade, ele conta que aderiu ao esporte há pelo menos 20 anos, incentivado por amigos da cidade natal. “Já gostei muito de andar de bicicleta e jogar bola, mas sempre treinava perto do campo. Um dia, me perguntaram por que eu não participava de corrida de rua – naquela época, todo mundo era muito focado nas rústicas de Juiz de Fora”, lembra.

Para trás, que nada

A estreia nesse tipo de disputa veio na Avenida Deusdedith Salgado, um dos principais corredores de acesso à cidade. “Fui junto com a minha filha (Gilmara Bonfá). Sei que gastei 52 minutos para completar e pensei que seria o último a cruzar a linha de chegada. Só que ela me mostrou que ainda tinha um monte de gente vindo atrás de mim e fiquei orgulhoso”.

Para ele, a fórmula da longevidade se resume a “continuar firme” (Foto: Hugo Keyler/arq. RCO)

Getulinho contabiliza uma coleção de pelo menos 150 medalhas e 50 troféus em casa. “O pessoal sempre me deu força e me incentiva bastante. Eles acham que sou um exemplo nas corridas, e me sinto muito lisonjeado com isso. Gostei mesmo, não só de andar de bicicleta, mas de jogar bola também. Agora é o contrário: vejo o pessoal jogando bola, mas fico correndo em volta do campo. Prefiro corrida de rua e participo sempre”, enfatiza.

Com a saúde em dia, mas prestes a fazer uma cirurgia de catarata, o guaraniense se desdobra para marcar o procedimento apenas para o final do ano. E revela o motivo: “O problema é que são dois meses de recuperação, mas quero participar de todas as provas do Ranking G10 Zona da Mata primeiro. Não posso ficar sem correr, porque essa é a minha paixão”.

Fórmula da saúde

Adepto de cigarro e bebida quando jovem, o aposentado encontrou na prática esportiva o principal motivo para ganhar novo ânimo. “Depois que parei, aos 35 anos, ganhei mais vigor, mais fôlego e tudo melhorou. Corrida para mim é saúde, é vida. Já não corro do mesmo jeito, pela idade, mas tento manter um bom ritmo. Faço três a quatro quilômetros por dia, ando de vez em quando, e vou levando”, analisa.

Quem deseja chegar tão longe pode seguir a principal receita de Getúlio. “Temos que viver um dia de cada vez, principalmente o hoje. Meu conselho é sempre esse: não parar, continuar firme! Se comecei vinte anos atrás, quem quiser pode começar agora. Não existe melhor remédio para a vida do que correr, treinar e todos os benefícios que esporte traz”.

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