Após vitória na Ultra BR 135+, Farinazzo revela fórmula do sucesso em grandes desafios

* Priscila Oliveira ; Foto de capa: Tião Moreira

marco farinazzo na ultra br 135 chegada - pessoal

Farinazzo cruzando a linha de chegada em Campos do Jordão (Foto: arquivo pessoal)

Natural de Nova Iguaçu (RJ), mas com família toda de Juiz de Fora, o atleta Marco Farinazzo (Sempre Saudável/ WGS Sport/ Clínica Sincronia/ Alta Patente Artigos Militares/ Camilo dos Santos) não se cansa de comemorar a vitória na Ultramaratona Brazil 135+, que desafiou os participantes em mais de 280km entre as cidades paulistas de São João da Boa Vista e Campos do Jordão, no último final de semana. Ele cruzou a linha de chegada da disputa considerada a mais difícil do país após 41h39.

“Cheguei completamente exausto fisicamente, por causa do extremo calor que fez durante a prova; e mentalmente, pela longa prova que foi. Perdi 4,6Kg. Foram duas noites e dois dias correndo, com três paradas de 10 minutos cada para poder dormir. Foi uma prova muito dura e disputada, pois estavam presentes grandes atletas dos Estados Unidos, Europa e Brasil, campeões em provas de longa distância”, revela.

Se o páreo foi duro desde o início, foi na reta final que o “juiz-forano” soube garantir o primeiro lugar. “Ultrapassei os líderes aproximadamente no Km 200 – eram o brasileiro campeão da Volta do Lago em Brasília, em 2013, e um atleta de Portugal, que era cotado como favorito. Não esperava ganhar, mas vinha de uma jornada de treinos para provas de 50km, me preparando para a Ultra do Aconcagua, na Argentina, em novembro passado. A prova foi interrompida no Km 8 e não pretendia correr a BR 135+, mas fui convidado no final de dezembro e aceitei o desafio”.

marco farinazzo na ultra br 135 com medalha - tião moreira

Com medalha de campeão da ultramaratona (Foto: Tião Moreira)

Experiente na prova

Porém, essa não foi a estreia de Farinazzo na competição. “Participei duas vezes como BR 135, 217km – venci a primeira, em 2009, e quebrei o recorde na época; a outra foi no ano passado, quando levei um tombo durante a prova, machuquei o músculo da perna direita, não consegui descer as montanhas correndo e terminei em 7º. Este ano, a prova mudou de formato, aumentou em 64Km e passou a se chamar ‘Ultramaratona BR 135+’, mas o local de largada foi o mesmo, em São João da Boa Vista, passou pela mesma cidade da antiga chegada, Paraisópolis, e continuou até Campos do Jordão, com 281Km e mais de 13.00m de desnível”, pontua.

E a fórmula para enfrentar desafios como esse, o ultramaratonista sabe de cor. “As provas longas dependem de muita estratégia e superação nos momentos de sofrimento e depressão. Temos que estar com o organismo 100% funcionando”.

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