Atletas de JF contam as horas para a Meia e Maratona do Rio 2014

Maratona do Rio 2013 (Foto: Divulgação / Thiago Diz)

Maratona do Rio 2013 (Foto: Divulgação / Thiago Diz)

A dois dias de correr novamente na Cidade Maravilhosa, dezenas de atletas de Juiz de Fora e região fazem contagem regressiva. Isso porque domingo, 27, é dia de Maratona do Rio, prova que divide milhares de participantes nos tradicionais 42km, mas também recebe meias maratonistas (21k) e ainda conta com uma ‘Family Run’ de 6km. Os locais de largada são diferentes – Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Aterro do Flamengo, respectivamente, porém, a chegada de todos os percursos acontece no bairro do Flamengo.

De Meia em Meia

Flávio Stump (Foto: Hugo Keyler)

Flávio Stump (Foto: Hugo Keyler)

Dedicado a treinos específicos desde o início do ano, o carioca Flávio Stumpf (Caixa / Vida e Saúde) está pronto para encarar a Meia Maratona. “Ganhei dos atretas do Cruzeiro na Meia de Ouro Branco e corri a Fogueira de Juiz de Fora em cima da hora, como preparativo. Isso serviu como ritmo para eu ver como vou conseguir correr. Estava sentindo uma dor na perna, mas treinei normalmente até quarta-feira (23). De lá para cá, mantive as ‘rodagens’ de 10km para chegar descansado. Este ano, tem premiação e eles estão pagando R$5 mil, mas já tem dois quenianos inscritos e vai ser difícil ganhar. Minha meta é chegar entre os cinco primeiros, correr ‘uma quatro em vinte’ está ótimo”, declara.

Pedro Paulo Duarte (Foto: Hugo Keyler)

Pedro Paulo Duarte (Foto: Hugo Keyler)

O personal trainer juizforano Pedro Paulo Duarte (colunista de ‘Corrida e Caminhada’ do Rumo Certo), vê nos 21km uma nova orportunidade de testar seu condicionamento físico. “Sempre pensei em fazer uma meia. Todos falavam da Golden Four, pelo charme da prova, e, como eu corria no Ranking, comecei a me dedicar mais, para me preparar. Intensifiquei os treinos, aumentei as distâncias e me motivei com a possibilidade de concluir a prova com êxito. Minha meta era terminar em 2h, mas fiz em 1h48. Agora, na Meia do Rio, penso em pelo menos repetir o tempo. Se eu conseguir melhorar qualquer coisa, já é o objetivo”.

Eliane Dutra e Hionara Botti (Foto: arquivo / Hionara Botti)

Eliane Dutra e Hionara Botti (Foto: arquivo / Hionara Botti)

Além dos próprios limites

Para a conterrânea Hionara Botti (Viva Sport Club), que também viveu a primeira experiência desse tipo de percurso na Meia da Asics, em abril, o trajeto representa superação. “Perdi minha visão de perto e a de longe está em 7%. Então, quero aproveitar ao máximo e me divertir, sem preocupação com tempo, pace, frequência cardíaca… Já venci o desafio do ‘será que consigo?’ e essa vai ser especial, como todas as outras. Treinei para me adaptar à falta de visão e um lindo anjo vai me guiar, a Eliane Dutra (Clube Bom Pastor), que me acompanhou na Golden Four e vai abandonar a prova dela de novo para ser minha guia”, destaca.

Ela se emociona ao lembrar o quanto foi difícil fazer percursos longos sem conhecer o caminho, sem enxergar o chão. Mesmo assim, segue os treinos adaptados pela atleta e treinadora Viviany Anderson com rigor e faz questão de correr fora das categorias especiais. “Corredores são seres maravilhosos, desprendidos de tudo para ajudar ao próximo. Isso me dá forças para ir além dos meus limites. Meus amigos são meus olhos. Eu invergo, mas não quebro”.

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Na Maratona

Curitibana de nascença, mas moradora de Juiz de Fora e uma das revelações no Ranking deste ano, a atleta Débora Santos (Clube Bom Pastor) não vê a hora de estrear nos 42km. “Depois que a gente começa a correr muito, quer fazer uma maratona. Meus treinos estão todos voltados para essa prova e nem sei como consegui pegar o 5º lugar na Corrida da Fogueira. Por ser minha primeira, vou para completar e saber o quanto dá para mim”, revela.

Moisés Fernandes (Foto: arquivo pessoal)

Moisés Fernandes (Foto: arquivo pessoal)

Completando a lista de alguns representantes locais na Maratona do Rio, Moisés Fernandes (Cesama / Bio Forma) acredita que o fato de possuir cinco meias maratonas no currículo esportivo, além da participação nas Maratonas de São Paulo e da Pampulha, podem ser um diferencial a mais para garantir um bom resultado.

“Estou muito confiante. Já sei onde é o pior ponto da corrida (lá pelo km31) e fiz meus treinos à risca, de força, velocidade e resistência psicológica. Por isso, quero fazer abaixo de 03:35, apesar de que, no Rio, é muito quente e isso fadiga bem. Quero sim completar a prova”, finaliza.

Clique AQUI para ver o regulamento da Meia e Maratona do Rio 2014.

2 Comments
  1. Viviany Anderson de Oliveira
    Julho 28, 2014 | Responder
    • rumocerto
      Julho 28, 2014 | Responder

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