Corredores de JF e região voltaram da Meia e Maratona do Rio cheios de histórias para contar

Foto de capa: arquivo pessoal / Alexandre Salimena

O domingo, 27, foi de chuva na Cidade Maravilhosa, mas isso não diminuiu, nem um pouco, a alegria dos corredores de Minas Gerai nas tão esperadas Meia e Maratona do Rio. Entusiasmados com o que viveram entre milhares de participantes, eles voltaram cheios de histórias para contar. Nos 42km, com largada no Recreio dos Bandeirantes e chegada no Aterro do Flamengo, o lafaietense Ernani de Souza (Clube Recreativo Dom Pedro II / Acorlaf) garantiu o 13º lugar geral masculino, com 02:31:24.

Ernani Souza, de Conselheiro Lafaiete (Foto: arquivo / Adriana Silva)

Ernani Souza, de Conselheiro Lafaiete (Foto: arquivo / Adriana Silva)

“Largamos ainda de madrugada, debaixo de uma leve garoa. Não alimentava nehum tipo de pressão pelo resultado, mas tinha minhas metas, que eram chegar entre os 20 ou 15 primeiros no geral e bater meu recorde pessoal de 02:45:00. No primeiro quilômetro, já conseguia correr tranquilamente, sem me preocupar em desviar de outros atletas. Nas subidas, acabei acelerando um pouco mais do que devia e, lá pelo km 31, comecei a sentir dores na panturrilha direita. Fui obrigado a diminuir um pouco o ritmo, mas, mesmo assim, fechei a maratona com um tempo que, para mim, foi excelente”, relatou.

Quem também precisou diminuir o ritmo por problemas na panturrilha foi o limaduartino José Geraldo de Souza (Agip Lanches / Super Amigos), 83º geral e 8º na faixa 45-49 masculino.  Essa foi a quarta prova longa que ele fez, depois de quase dez anos de dedicação a percursos menores e meias maratonas.

Gilberto Roque e José Geraldo de Souza (Foto: arquivo / Angélica Oliveira)

Gilberto Roque e José Geraldo de Souza (Foto: arquivo / Angélica Oliveira)

“Minha meta, antes de sentir essas dores, era fazer 2h50 e ficar entre os dez mellhores do Ranking Brasileiro de Maratonistas. Só que precisei ficar duas semanas sem treinar e isso me atrapalhou. A prova foi difícil, mas não forcei e fiz uma boa corrida. Nos últimos quilômetros, depois dos 35, é que o bicho pegou. Completei em 3:02:22, um bom resultado dentro do que eu estava esperando”.

Inesquecíveis 42km

Professor de educação física e corredor há doze anos, o juizforano Gilberto Roque (Tri Runner) estreou na maratona e, com 03:07:04 – 106º geral masculino, conseguiu bater as 3h30, estipuladas inicialmente por ele e o também treinador, Diogo Fiochi.

“Consegui manter o ritmo até o km 24, onde senti um pouco de cansaço, mas me concentrei e consegui voltar. No km 40, quando passei em frente ao prédio onde a família da minha noiva estava, fiquei extremamente emocionado, pois, sem o apoio deles, da minha família, do fisioterapeuta Vinicius Amaral e do nutricionista Luciano Ragone nada disso seria possível. O desafio é tão grande, que completar a prova é uma vitória. Fiquei muito feliz e satisfeito”, comemorou, destacando o incentivo do público como um dos momentos mais marcantes da prova.

Débora Santos na Maratona do Rio (Foto: arquivo pessoal)

Débora Santos na Maratona do Rio (Foto: arquivo pessoal)

Para Débora Santos (Clube Bom Pastor), curitibana que mora em Juiz de Fora, a previsão de concluir o percurso em 4h ficou longe das 03:30:16 gastas até a linha de chegada. Com essa marca, ela foi umas das representantes locais mais bem-sucedidas nos 42km, concluindo em 30º lugar no geral feminino e no 3º da faixa 40-44 entre as mulheres.

“Eu não tinha ideia do que podia acontecer, mas encontrei um bom ritmo já na largada e, como era muita gente, ainda tive que segurar a velocidade até encontrar espaço. Fiquei com medo de quebrar, porém, estava me sentindo muito bem e decidi manter para ver o que aconteceria. Tudo fluiu. Consegui passar o km 35, que imaginava ser o mais difícil, sem problemas. Posso dizer que minha estreia na maratona não tinha como ser melhor. Fui com cautela, cuidado e humildade, porque era tudo novo. Acho que, por isso, deu tudo certo. Cheguei bem, inteira e realizada”.

Marcos Pereira nos 42km (Foto: arquivo / Miriam Brandão)

Marcos Pereira nos 42km (Foto: arquivo / Miriam Brandão)

O juizforano que mora na capital fluminense, Marcos Pereira (Clube Bom Pastor) ficou satisfeito não só com o tempo de 03:57:33, mas pela segunda participação na corrida e, principalmente, por rever amigos da terra natal.

“Excelente prova, temperatura ideal para baixar o tempo, organização impecável e, claro, a presença de vários corredores de Juiz de Fora, em especial a Equipe Clube Bom Pastor”, falou objetivamente.

21km entre amigos

Com a também juizforana Hionara Botti (Viva Sport Club), que correu acompanhada da amiga e conterrânea Eliane Dutra (Clube Bom Pastor), seus primeiros 21km foram inesquecíveis.

Talita Teixeira, Hionara Botti, Eliane Dutra e Adelaide Oliveira (Foto: arquivo / Hionara Botti)

Talita Teixeira, Hionara Botti, Eliane Dutra e Adelaide Oliveira (Foto: arquivo / Hionara Botti)

“Aproveitei muito, foi maravilhoso. Fizemos em 2h20, mais ou menos, e deu até pódio na minha categoria, mas não sei direito se foi primeiro ou segundo, porque fui buscar um amigo na maratona e perdi a classificação. Como era a primeira vez de duas corredoras da nossa excursão, eu e Eliane corremos de cabo a rabo com a Talita Teixeira e a Adelaide Oliveira. Consegui me superar de novo, pois tenho amigos que me deixam forte. Gosto é de correr, me sinto livre das minhas amarras. Vi pessoas se superando, se acabando, se emocionando e isso me faz igual. Nunca me senti assim antes e o melhor de tudo: ano que vem é maratona”.

João Rodrigues Bispo (boné azul) e Ana Cláudia da Costa (boné preto) com amigos depois dos 21km (Foto: arquivo / Olívia Fernandes)

João Rodrigues Bispo (boné azul) e Ana Cláudia da Costa (boné preto) com amigos depois dos 21km (Foto: arquivo / Olívia Fernandes)

O corredor João Rodrigues Bispo (Vida e Saúde) destacou a participação dos representantes de Juiz de Fora no evento.

“Dessa vez, foram cerca de 150 atletas, das mais variadas faixas etárias – alguns pela primeira vez, mas vários na maratona. Todos concluíram a prova. Essa foi minha quinta meia. Não sou atleta de ponta, então, a intenção era melhorar meu tempo e consegui: de 2h05 para 2h. Consegui manter um bom ritmo o tempo todo, mas o maior detalhe foi que, no km 11, tive um problema intestinal e saí da prova. Depois de umas peripécias, encontrei uma rua onde havia obras e banheiro químico, e voltei. A galera me zoou até”, brincou.

A amiga Ana Cláudia Costa, 53ª na faixa 40-44, foi só alegria. “O evento tem um clima diferente, acho que é a Maratona que dá essa sensação… O clima é contagiante, até mesmo para quem vai fazer Meia. A questão da superação é demais. Fui mais para participar, sem cobrança de resultados, porque meu foco ainda não é corridas longas. Mas fui bem, me superei. Meu tempo foi de 1h56″.

Pedro Paulo Duarte e Marina "Mingau" (Foto: arquivo / Pedro Paulo Duarte)

Pedro Paulo Duarte e Marina “Mingau” (Foto: arquivo / Pedro Paulo Duarte)

Family Run

Em meio a tantos mineiros nos 42km e 21km, a muriaense que mora em Juiz de Fora, Marina Azevedo (Live Well), mais conhecida como “Mingau”, preferiu o trajeto de 6km pelo bairro do Flamengo. ”Corri com uma amiga triatleta do Rio, que me fez companhia e me ajudou a não perder o ritmo. Foi ótimo, porque consegui bater minha meta. Queria fazer menos de 40 minutos e fiz em 37, meu melhor tempo até hoje”.

Ela concluiu, agradecendo ao namorado e treinador Pedro Paulo Duarte (colunista de “Corrida e Caminhada” do Rumo Certo) pelo incentivo ao esporte. “Comecei a correr este ano, graças a ele. Ainda estou devagar, mas já comecei uma planilha e vou treinar direitinho para correr uma meia no ano que vem”.

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