Bicampeão da Copa América de DH, Gabriel Giovannini destaca: “2019 tem tudo para melhorar”

*Reportagem: Priscila Oliveira

Juiz de Fora voltou a figurar no cenário nacional, dessa vez no esporte, com notícias que orgulham não só os conterrâneos da cidade, mas de toda a região. Gabriel Giovannini, de 26 anos, se tornou o “Rei da Montanha” pelo segundo ano consecutivo, num feito alcançado no último domingo, 20, durante a Copa América de Downhill, realizada em São Roque, no interior de São Paulo.

Campeão em 2018, juiz-forano chegou como favorito ao circuito e fez bonito rumo ao novo título (Foto: Cross Racing)

Nome a ser batido na prova, o mineiro fez bonito e faturou o bicampeonato com serenidade. “Do ano passado para cá, minha situação mudou – eu era um cara bom, mas não o favorito. Dessa vez, cheguei com a placa número 1, então, tinha um peso um pouco maior, mas fiquei bem tranquilo. Estava bem preparado, deixei as coisas acontecerem e fiz a minha corrida. No sábado, já consegui fazer os melhores tempos nas classificatórias, vi que estava bem na pista, mas sabia que domingo seria o grande dia. As baterias foram passando, fui me sentindo bem, fazendo boas largadas e consegui levar a vitória”, conta orgulhoso.

Apesar do desafio ter sido no mesmo local do ano passado, algumas alterações na pista trouxeram a sensação de novidade para o juiz-forano. “Conseguir abaixar os tempos nas classificatórias e andar mais rápido na hora da corrida. Caiu uma chuvinha à noite, entre sábado e domingo. Antes, o terreno estava bem solto, mas essa chuva deu uma fixada na pista e ela ficou muito boa. Conhecer a pista é bom, por já ter uma noção do que esperar, mas, como teve mudanças, foi tudo meio novo e foi preciso me acostumar novamente”.

Próximo desafio do atleta é a Escadaria de Santos, onde também vai buscar o ‘bi’. Ele prevê outras disputas importantes ao longo do ano (Foto: Cross Racing)

Bom começo

Com residência em Indaiatuba (SP), onde se divide entre os treinos e o trabalho num restaurante, ao lado da mãe, Gabriel destaca que a última temporada foi um divisor de águas em seu currículo, que já contava com uma galeria de títulos nacionais e internacionais importantes na modalidade, como o de campeão brasileiro, em 2016, e o de 5º colocado no Pan-Americano da Colômbia, em 2017. “Depois de vencer a Copa América e a Escadaria de Santos, muitas portas foram abertas e tive mais parcerias. Agradeço aos meus patrocinadores (Gantech, 4Fun, Durablot, Specialized, Calypso, IMS Racing, Maxway e Vip Indaiá) e a todos que acreditam e investem em mim. Agora estou com mais apoios, mas ainda não consigo viver da bike. 2019 já começou muito bom e tem tudo para melhorar”, enfatiza.

Após iniciar o ano com o pé direito, Giovannini vive as melhores expectativas possíveis. “Minha próxima corrida é a Escadaria de Santos, em março, mas surgiu uma oportunidade muito boa de disputar uma corrida bem famosa, em Valparaíso, no Chile, em fevereiro. Após isso, tem o Pan-Americano, na Argentina; o Brasileiro, aqui no estado de São Paulo; e também estou com planos de ir para o Mundial, no Canadá. Ainda tenho que fazer o orçamento de tudo e ver se a conta fecha. Esses são os planos”.

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