Cataguasense disputa Sul-Americano de Atletismo Master no Chile

* Priscila Oliveira ; Fotos: arquivo pessoal

Já não é de hoje que Fátima Archetti, de 60 anos, figura como uma das principais referências do atletismo na região. Natural e moradora de Cataguases, a atleta acumula uma série de títulos desde que ingressou nas corridas de rua, mais de três décadas atrás. Esta semana ela vive um dos grandes momentos de sua trajetória esportiva, ao participar pela segunda vez de um Campeonato Sul-Americano. Na primeira disputa internacional, em 2014, na cidade colombiana de Medelín, conquistou três medalhas de prata. Agora, em Santiago, no Chile, ela abriu as competições com ouro na prova de 5km, nesta segunda-feira, 06.

fátima archetti pódio 5km sul-americano - pessoal

Fátima Archetti disputa com as melhores atletas da faixa 60-64 e já chegou ao ouro nos 5km

“Foi um pouco difícil, pois cheguei aqui às 3:00 da manhã, fui dormir às 04h e competi às 9h30. Não conhecia ninguém, não vi o tempo das minhas concorrentes, mas, com muita fé em Deus, acreditei que poderia vencer. Quando deu a largada, fui com muita força e consegui fazer o ritmo até o fim, com um tiro no final, pois a segunda colocada estava na minha cola. Era uma argentina que corre muito”, revelou.

Volta por cima

Integrante da Associação Brasileira de Atletismo Master (Abram), Fátima se orgulha de ter vencido vários obstáculos para chegar ao torneio. “Depois que voltei do Sul-Americano na Colômbia, tive um problema de saúde que me forçou a parar para fazer uma cirurgia no joelho e outra na virilha. Voltei a correr há pouco tempo, na minha cidade mesmo, para tratar uma síndrome de ansiedade depressiva. Nesse meio tempo, fui convidada a participar do Sul-Americano de novo, pois ainda tinha o índice necessário. Recebi muito incentivo do meu filho, passei a treinar bastante e, graças a Deus, voltei à minha forma física”.

Com cinco maratonas no currículo, a representante cataguasense classifica entre os resultados mais marcantes o 32º lugar numa edição da tradicional Corrida de São Silvestre e a décima colocação no Ranking de Juiz de Fora. “Já participei de muitas corridas boas e em muitos lugares. Não tenho uma prova preferida, mas estar numa competição internacional é muito bacana, porque você confraterniza com atletas de vários países. Representar o Brasil é muito gostoso, é uma honra muito grande. Me sinto muito bem em poder repetir essa dose”, comemora.

fátima archetti pódio sul-americano - pessoal

la representa Seleção Brasileira da categoria e segue em busca de novos títulos na competição

Com todas as despesas com a viagem por conta própria, Archetti lamenta não ter conseguido incentivo financeiro nessa nova empreitada (assim como em 2014), mas agradece pela ajuda que recebeu dos conterrâneos para alcançar seu objetivo. “Não tive patrocínio, mas Deus foi me dando força. Vendi uma rifa aqui e ali, recebi ajuda de muitos amigos e estou conseguindo realizar esse sonho de novo. Cada competição é única, mas treinei muito e espero terminar o Campeonato muito bem. Estou competindo com as melhores atletas da minha faixa etária (60-64). A parada é muito dura, mas estou com muita esperança de sair daqui com bons resultados. Sou uma lutadora e vou continuar competindo com muita garra”, encerra.

Seguem os desafios

Fátima segue firme nos desafios chilenos. Nesta quarta, 08, ela disputa a prova de 1.500m. Já no sábado, a busca é pelo título nos 800m.

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