Com treinador e atletas de JF, Equipe UFF de Ciclismo voltou do Brasileiro de Estrada com excelentes resultados

Sidney Melo, reitor da UFF, com Felipe Marques, Wolney Morais e Emerson Santos (Foto: Divulgação Equipe UFF de Ciclismo)

Sidney Melo, reitor da UFF, com Felipe Marques, Wolney Morais e Emerson Santos (Foto: Divulgação Equipe UFF de Ciclismo)

Treinados pelo “conterrâneo” Wolney Morais na Equipe UFF de Ciclismo, os atletas Felipe Marques e Emerson Santos (natural de Juazeiro, na Bahia, mas juizforano de coração) voltaram do Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada Elite, em São Carlos (SP), confiantes de que, além de dar bons frutos, o trabalho da Universidade Federal Fluminense tem se consolidado cada vez mais no cenário nacional da modalidade.

Tudo começou na sexta, 27, com uma volta de 32km no Contra-Relógio Individual (C.R.I), onde o representante local e o baiano fizeram dobradinha: 16º e 17º, respectivamente. O melhor resultado da equipe na prova foi de Raphael Mesquita (Catação – GO), 9º colocado e top 10. No domingo, 29, Santos terminou os 187km da prova de Resistência na 5ª posição e entrou para o time dos dez melhores junto com o goiano, que repetiu o 9º lugar. O fluminense David Leite terminou em 16º, já Marques não completou uma das 22 voltas e ficou na 25ª posição, fechando a participação da UFF nas disputas.

“Os resultados foram muito bons e superaram minhas expectativas, devido à dificuldade do circuito e, um pouco, à falta de ritmo de competição dos nossos atletas. Inicialmente, queria que todos terminassem e colocar pelo menos um entre os dez primeiros. Colocamos dois. Lá não tem classificação por equipes, mas, se tivesse, seríamos terceiro”, avaliou o treinador. 

Fugas e ataques

Vice-campeão brasileiro de estrada Sub-23 e 7º no Contra-Relógio Sub-23 em 2012, o objetivo do juazeirense nessa edição era se recuperar. Isso por questionar um 4º lugar no C.R.I e querer melhorar sua performance na Resistência em relação ao Estadual de Ciclismo de Estrada, em Rio das Ostras (RJ), no ano passado.

Ciclistas durante o Brasileiro de Estrada (Foto: Ivan Storli)

Ciclistas durante o Brasileiro de Estrada (Foto: Ivan Storli)

“No Contra-Relógio, o circuito foi muito duro, mas a parte mais difícil e disputada estava por vir. Na Resistência, eu e minha equipe nos colocamos muito bem. Estávamos muito atentos aos demais ciclistas, favoritos à vitória. Já na primeira volta, saí numa fuga em que andamos em média 50km escapados, mas não foi a fuga do dia e logo foi neutralizada.  Depois que o pelotão pegou, continuei esperto e me posicionei da melhor forma possível. No momento em que saiu a fuga decisiva, eu vi, mas demorei a reagir e ela acabou vingando. Faltando três voltas para o final, que ainda dava uma média de 25km, ataquei e o pelotão demorou na reação. Minha fuga acabou vingando e, assim, consegui ficar em quinto”.

Contente com o resultado, o ciclista fez questão de mencionar alguns de seus principais colaboradores. “Agradeço a Deus, pela raça e força de vontade que ele tem me dado; ao Henrique Marinho e Cris Duque, pelo apoio durante a prova; à minha equipe e a todos que ficaram na torcida, pois desafiei a mim mesmo e aos meus limites”, pontuou.

Espírito coletivo

Disputando o Brasileiro de Estrada há três anos, mas tendo o 20º lugar na Resistência de 2013 como sua melhor marca até então, Felipe Marques enfrentou dificuldades no último circuito, mas também conseguiu se superar.

Wolney Morais, David Leite, Emerson Santos e Raphael Mesquita (Foto: arquivo David Leite)

Wolney Morais, David Leite, Emerson Santos e Raphael Mesquita (Foto: arquivo David Leite)

“Sexta foi o início da batalha, um Contra-Relógio de 30km com muito vento e algumas subidas. Com aproximadamente 14km, meu pneu furou e perdeu muita pressão. Com isso, perdi um pouco de performance, mas gostei do meu rendimento. Fiz 16º, e vejo que estou evoluindo a cada ano. Depois, era recuperar para estar 100% no domingo. O circuito era muito exigente, onde largaram aproximadamente 170 e só terminaram 31 atletas. Estava me sentindo bem, andando bem posicionado, mas, na 16ª volta, não suportei os constantes ataques na subida e acabei perdendo o contato com os líderes. A principio, fiquei muito chateado comigo mesmo, mas, depois de saber o resultado dos meus companheiros, fiquei feliz”.

Para ele, a satisfação coletiva foi mesmo mais importante. “Fomos uma das poucas equipes a terminar com quatro atletas, e isso mostra que temos capacidade de encarar as gigantes do ciclismo brasileiro, pois fizemos pontos para a UFF estar entre as dez melhores do país. Todos os meus companheiros estão de parabéns, especialmente o Emerson, meu amigo de treinos, pelo honroso 5º lugar em uma prova extremamente dura. Agora é seguir com os treinamentos e partir para a próxima”, encerrou.

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