Presença confirmada no XTERRA Havaí, triatleta Brener Belozi revela sua trajetória esportiva

Brener Belozi (Foto: Divulgação XTERRA Brazil)

Brener Belozi (Foto: Divulgação XTERRA Brazil)

Bi-campeão em 2011 e 2012 pela categoria 25-29, terceiro colocado na 30-34 do ano passado e com vaga recém-conquistada para o World Championship no Havaí pela mesma faixa etária, o triatleta juizforano Brener Belozi (Terrabike / Alumac / Vidativa), 31, comemora os bons resultados no circuito XTERRA conciliando a agenda de treinos com a profissão de advogado e as tarefas que precisa cumprir até desembarcar na ilha norte-americana de Maui, no final de outubro. Na contagem regressiva para incluir outra competição internacional no currículo esportivo, ele relembra uma trajetória iniciada há apenas três anos, trazendo participações importantes no Ironman e contando com um período anterior, dedicado à malhação e ao muay thai. Por onde vai, ainda leva a torcida incondicional da família, da noiva e dos amigos na bagagem.

Atleta desde sempre, ou quase

Apesar de disputar provas oficialmente há “pouco tempo”, Belozi conta que fez natação quando criança, mas começou a caminhar em direção ao triathlon apenas em 2010. “Fazia corrida bem leve, só para manter o bom físico, e comprei uma bike só para brincar no final de semana. Comecei a tomar gosto pelo desafio no XTERRA e, no triathlon, me falaram que o maior deles seria a prova de Ironman. Daí, resolvi encarar uma bem complicada, com 3,8km de natação, 180km de bike e 42km corrida, em Florianópolis (SC), em 2012”.

De lá para cá, seu desgaste com treinos diários para “sobreviver” a esse tipo de competição aumenta cada vez mais, ao contrário da vida social, que tende a diminuir. Programas habituais, como sair com os amigos, ir a festas ou viajar estão sempre comprometidos, mas não alteram a satisfação em superar os próprios limites. “É preciso muito companheirismo da noiva também. Ela (Marina Bellini) sempre me apoiou, está junto nas provas e em cada decisão. No dia, a ansiedade é grande. Muita euforia e a incerteza do que vai acontecer, de como seu corpo responderá. Depois de nadar durante 1h, você sai para pedalar e passa 5h30 em cima da bike, sem descer, comendo gel, barras de cereal, bebendo água e Gatorade, só. Não conversa com ninguém, tem altos e baixos, momentos de muito prazer e felicidade, mas instantes de tristeza em que se pergunta por que está ali, qual o sentido daquilo”, relata sobre o Ironman.

Porém, se o esforço não para por aí, a recompensa em cada uma dessas provas é garantida no final. “Você sai para correr – cansado, lógico, e vai encarar mais 4h de prova. Dá para pensar na vida inteira. As dores vão aumentando, mas as pessoas vão torcendo e te incentivando. É uma injeção de ânimo. Nisso, vão alternando bons e maus momentos. Quando está prestes a cruzar a linha de chegada, pensa em todo o sacrifício pessoal, todas as horas de treino, mesmo cansado do trabalho, e vê que tudo valeu a pena para viver aquele momento”.

XTERRA Ilhabela, SP (Foto: Divulgação XTERRA Brazil)

XTERRA Ilhabela, SP (Foto: Divulgação XTERRA Brazil)

Disputa pela vaga no mundial

Etapa mundial do XTERRA e considerada uma das provas mais disputadas do país, a litorânea Ilhabela (SP) foi palco para que cerca de trezentos atletas, inclusive estrangeiros, desafiassem a si mesmos em 1,5K de natação, 24,4K de MTB e 8K de trail run, no último dia 07 de junho. Para Belozi, mais do que superar marcas pessoais, a terceira participação não consecutiva no evento trouxe a oportunidade de recuperar o tempo perdido.

“Em 2011, terminei em 3º lugar. Já em 2013, fiquei em 14º e havia acabado de chegar do Ironman Brasil. Estava muito desgastado fisicamente, além de estar com dengue. Corri sem saber que estava com a doença, passei muito mal durante a prova, mas terminei mesmo assim. Este ano, brinquei com meu treinador (Hugo Amaral) que a etapa de Ilhabela estava engasgada do ano passado e ainda fiquei insatisfeito com meu último resultado em Paraty (RJ), pois tive problemas técnicos com a bike e terminei na 3ª colocação. Mas fui muito focado, mantive esse foco durante toda a prova e deu tudo certo. Terminei como 2º colocado na minha categoria e 16º geral”, comemora.

Com a noiva, Marina Bellini (Foto: arquivo Brener Belozi)

Com a noiva, Marina Bellini (Foto: arquivo Brener Belozi)

Para curtir a vibração do Havaí

Mantendo a determinação como palavra-chave para o futuro, mas sem deixar a ansiedade de lado, Brener Belozi segue o calendário individual previsto para este ano. “Disputei uma prova de Ironman 70.3 em Mallorca, na Espanha – onde terminei em 80º na minha categoria, que tinha uns 450 atletas, e fiquei em 400º no geral entre 3.500 competidores. Agora, tenho outra em Foz do Iguaçu (PR), em agosto. Não esperava e nem estava pensando no Havaí, não sei precisar qual colocação dará para brigar, nem o tempo. Mas vou adaptar meus treinos, pois o percurso da bike é bem diferente do que temos aqui. Quero priorizar o MTB e a corrida cross country, deixar a bike de speed e a corrida em asfalto um pouco de lado. Espero fazer uma boa prova, me sentindo bem e me divertindo. Aproveitar para viver esse momento único e cutir a vibração do Havaí”.

Independente do resultado, o triatleta já sabe que motivos para comemorar não devem faltar. “Para viajar, tive que negociar com minha noiva, pois a prova será três semanas depois do casamento. Então, nossa lua de mel será lá. Para nós, que nos reencontramos e ficamos noivos no XTERRA, nada melhor do que celebrar nosso casamento no Havaí”, finaliza.

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