Como lidar com a dor muscular. Entenda por que ela ocorre, quais são os tipos e aprenda a evitar esse incômodo

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Acabou o treino, a prova e você cumpriu seu objetivo. Mas, agora, apareceram as dores musculares. Você pode pensar em ignorá-la. Ou também pode ser um sinal de que algum limite foi ultrapassado e de que algo está errado. Entenda por que isso ocorre, quais os tipos de dores musculares e as formas de preveni-las.

As microlosões e, consequentemente, as dores, são mais comuns quando a atividade física tem maior tendência a ações excêntrias, que são aquelas em que as fibras musculares se encontram alongadas quando a força é aplicada sobre elas. No caso da corrida, essas dores, muitas vezes, só costumam aparecer um dia após a atividade física pesada, com pico entre 24 e 72 horas. Elas são chamadas de ‘dores musculares de princípio tardio’.

Outras causas de dores musculares podem ser uma mudança no treinamento com aumento de volume (nesse caso, elas tendem a desaparecer com a adaptação à nova intensidade); intervalos muito grandes entre as sessões de treinamento; falta de aquecimento adequado e até o uso de tênis inapropriados para o tipo de pisada. O resultado são distensões, câimbras e fadiga muscular (ou mesmo uma lesão).

Como prevenir

– Distensão muscular:Rompimento de algumas ou de muitas fibras e dos vasos sanguíneos que as irrigam, dando origem a um hematoma acompanhado de inflamação local. Em corredores, ocorre quando um músculo é submetido a um esforço exagerado, comum em largadas e em caso de forte aceleração na corrida. Normalmente, o próprio organismo se encarrega de reparar as fibras musculares que se romperam, absorver o coágulo e controlar  a inflamação. A aplicação de gelo no local da lesão ajuda, junto com o repouso e o uso de analgésicos e anti-inflamatórios (para confirmar o diagnóstico é sempre bom visitar um médico).

fadiga muscular - web

– Fadiga muscular: Processo natural da tensão muscular em um organismo submetido a atividades físicas fortes e prolongadas. Essa tensão é mantida por duas substâncias: o glicogênio muscular e a glicose sanguínea. A fadiga ajuda a proteger o corpo do esgotamento das reservas dessas substâncias. As causas vão de dieta pobre em açúcares à redução exagerada do percentual de glicídios (gorduras), passando pelo excesso de treino e pela exposição do corpo a condições climáticas extremas. Sua prevenção passa (por uma) boa reeducação alimentar, obediência ao limite de treinamento (hora / dia) e repouso – prevista na planilha, caso você siga uma.

– Câimbra: Contração involuntária do músculo, que causa muita dor. Geralmente, se manifesta em decorrência do uso intenso de uma musculatura (overuse) ou devido à desidratação. A falta de potássio, cálcio ou magnésio na dieta alimentar também pode estar por trás de quadros de câimbras frequentes. Alguns cuidados simples podem prevenir a repetição das crises, como uma boa hidratação, alimentação balanceada e exercícios de alongamento, antes e depois de qualquer exercício mais prolongado.

– Dor tardia: Tipo de dor muscular, sobretudo, de microlesões nas fibras musculares. Manifesta-se entre 24 e 48 horas após a atividade física, diminuindo gradativamente depois disso. É chamada de ‘dor muscular de princípio tardio’. Para evitá-la, bom aquecimento é essencial, seguido de cuidado nas descidas e terrenos acidentados, quando ocorrem as contrações excêntricas. No final da corrida, um trote leve relaxa os músculos e previne dores.

Vamos nos cuidar, evitar exageros e prestar atenção nos sinais que o corpo nos dá. Bora praticar saúde!

Prof. Pedro Paulo Duarte Souza
Especialista em Treinamento Esportivo pela UFMG
CREF 008002-G/MG, Tel: (32) 9982-9309
personal.pedro.paulo@gmail.com
* Imagens: reprodução web

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