Ubaense é 3ª colocada geral na Meia Maratona do Rio

* Priscila Oliveira ; Foto de capa: arquivo pessoal

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Solange Aparecida (SA)-JF reuniu 134 atletas na Maratona e 63 na Meia, faturando os prêmios de maior equipe nos dois percursos (Foto: arquivo pessoal/Paulo Sérgio Paula)

O último domingo, 18, foi de festa para os corredores na décima quinta edição da chamada “nova” Maratona da Cidade do Rio de Janeiro, relançada no ano de 2003 com cerca de 3 mil participantes e que reuniu impressionantes 33 mil inscritos de 47 países este ano. Mais uma vez, os mineiros fizeram bonito nas provas oferecidas pelo evento – não só os tradicionais 42km, mas uma Meia Maratona (21km) e a versão Family Run, de 6km.

Juiz de Fora e região marcaram presença na disputa, garantindo excelentes resultados, como dos representantes juiz-foranos Tina Costa e Jadir Silva, que integraram a equipe Solange Aparecida (SA)-JF e foram campeões das categorias deficiente auditivo e visual, respectivamente, no percurso longo. Com o grupo, a eterna Manchester Mineira ainda faturou os prêmios de maior equipe, tanto na Maratona (134 atletas) quanto na Meia Maratona (63).

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Acostumada a provas de 5km e 10km, Jéssica Ladeira (amarelo) chegou à classificação geral na meia maratona (Foto: arquivo pessoal)

Pódio de elite

Aos 23 anos e dona de uma série de títulos nacionais e internacionais, em corridas de rua e de pista, pela Seleção Brasileira, a corredora Jéssica Ladeira (Filé&Marcia Narloch), de Ubá, chegou ao pódio geral dos 21km na terceira colocação, com o tempo de 01h18min52s – numa diferença de poucos segundos para a campeã (Joziane Cardoso – Pé de Vento, 01:18:09) e vice (queniana Consolata Cherotich – Luasa Sports Caixa, 01:18:27).  Ela ainda deixou para trás a queniana Christine Chepkemei (Coquinho Fila/Bioleve, 01:19:59) e a brasileira Fabiana Cristine da Silva, que completou a premiação feminina com a marca de 01:20:21.

“Foi uma prova muito forte, onde eu estava liderando com o grupo o pelotão da frente, desde o início. Quando chegou no km 13, o grupo já foi se desfazendo, mas continuei mantendo entre a terceira e quarta colocações, deixando para trás uma queniana. No km 15, a queniana ficou e eu mantive a 3ª posição. Faltando 2km, as meninas abriram um pouco mais, mas continuei ali. Foi uma vitória muito grande, porque venho de provas mais curtas, de 5.000m e 10.000m. Por isso, para mim, foi um treino ‘nível A’, fortíssimo, onde pude ter uma boa colocação e um bom resultado, graças a Deus”, relatou.

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Ubaense fez questão de relembrar o ‘laboratório esportivo’ que viveu no Quênia, no início do ano passado (Fotos: arquivo pessoal)

Exemplo queniano

Atleta que segue os treinamentos na Cidade Maravilhosa há quatro anos, Jéssica relembrou o privilégio de acompanhar a rotina dos atletas quenianos de perto, numa espécie de ‘laboratório esportivo’ que realizou no ano passado. Para ela, isso tem ajudado a compreender melhor as peculiaridades desses mestres do atletismo mundial. “Minha ida para o Quênia foi a realização de um sonho que eu tinha desde criança. Via esses atletas africanos na televisão, sempre se destacando e vencendo as competições. Graças a Deus, tive essa oportunidade e trouxe muitas experiências boas para o Brasil. Eles não perdem o foco em nenhum momento e o único esporte que pode ajudá-los a ter uma vida melhor é o atletismo, é a corrida de rua. Minha ida para lá foi maravilhosa e hoje uso muitas coisas que aprendi com ele, principalmente que não são imbatíveis e que são seres humanos iguais à gente. O que eles tem é isso: treino, foco, determinação, descanso e uma boa alimentação. Fazendo isso tudo, você vai ser um grande campeão”.

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