Cuidados com o pé do corredor

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Imagem: leszekglasner/Fotolia – Reprodução: WebRun

Você encara quilômetros e mais quilômetros de treinos, provas, subidas, descidas – no asfalto, na grama, na terra batida, na areia. E lá estão os pés, fazendo um esforço tremendo para você chegar à reta final. Agora, olhe para baixo e veja como estão os seus companheiros de corrida diária. Cuidar bem dos pés também proporciona um melhor desempenho na atividade.

Alguns cuidados devem ser tomados para cuidar ao máximo dos pés, como escolha do tênis, cuidado com a sola dos pés, calos, bolhas e corte das unhas. O tênis deve ser, acima de tudo, confortável. Ou seja, correr com um calçado apertado é roubada, pois os pés reclamam em forma de bolhas, calos e outros incômodos. Escolha sempre um tênis um ou números maiores que seu tamanho habitual, pois os pés incham durante a corrida e podem até machucá-lo, se estiver usando um muito justo.

Para quem corre, manter o pé “cascudo” é uma boa. No entanto, se a pele da sola estiver grossa demais, pode criar fissuras que viram uma porta de entrada para fungos e bactérias. Mais do que isso, o corpo interpreta a fenda com uma lesão e você acaba mudando sua pisada. Em outras palavras, você pisa diferente para proteger aquela região e isso pode levá-lo a se machucar. Uma dica para deixar a pele da sola do pé mais espessa é lixá-lo pouco, sem nunca se esquecer de passar um bom hidratante. Cremes com ureia são ótimos, pois estimulam a produção de colágeno e evitam as indesejadas fissuras (o que é diferente da pele grossa).

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Imagem: Reprodução / O2 Por Minuto

Como seus pés praticamente “moram” dentro do tênis, é bem possível que surjam calos e calosidades resultantes do atrito deles com o calçado. Calosidades são uma reação do corpo a essa fricção. A pele fica mais espessa e dura para proteger aquela região. Se eles não te incomodam,  tudo bem; é só usar um protetorzinho de silicone ou adesivo na hora de fazer uma prova. E, claro, cheque de novo se o tênis está de bom tamanho, pois, afinal, ele é a causa do incômodo.

Todo mundo já sofreu com uma bolha no pé. Sabemos que é quase irresistível olhar para a danada sem o ímpeto de meter a agulha para estourá-la. Mas, atenção! O líquido da bolha é uma proteção para a pele lesionada. O ideal é que o organismo absorva o líquido. Caso esteja muito incômoda, transpasse a bolha com uma agulha e linha para que o líquido seja drenado pela linha. E nada e tirar a pele, senão você vai ter um problema ainda maior de cicatrização, porque ela vai ficar ainda mais exposta ao atrito.

Unha preta e unha perdida são problemas perpétuos entre os corredores. Na realidade, nem é a unha que escurece, mas o tecido abaixo dela, que é rico em vasos sanguíneos. Atletas que disputam trail run e que encaram terrenos cheios de obstáculos (pedras, tocos etc.), fazem provas com muitas descidas ou usam tênis apertados, estão mais propensos a sofrer com isso. Pelo impacto, os microvasos podem romper e a região ficará escurecida. Às vezes, o sangue que extravasa chega a fazer pressão na unha, fazendo ela descolar até cair. Então, deixar as unhas cumpridas aumentam o atrito com o calçado, o que pode provocar seu deslocamento, tornando a região exposta dos dedos sensíveis ao atrito. O tamanho ideal é rente aos dedos e deve-se cortá-las seguindo o formato dos dedos. As pontas laterais devem ficar fora da pele para evitar o encravamento.

Essas são só algumas dicas básicas para manter o nosso pé, nosso maior aliado nas caminhadas e corridas, mais bem cuidados e fortes.

Vamos nos cuidar, e bora praticar saúde!

Prof. Pedro Paulo Duarte Souza
Especialista em Treinamento Esportivo pela UFMG
CREF 008002-G/MG, Tel:  (32) 9982-9309
personal.pedro.paulo@gmail.com

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