Diabetes e Corrida

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magem: Getty Images / Reprodução Globoesporte.com / Euatleta.com

Diabetes é uma disfunção que eleva o nível de açúcar (glicose) no sangue, causada pela diminuição total ou parcial da quantidade ou da ação do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas. A insulina é responsável por atuar sobre o açúcar, retirando-o do sangue para ser usado pelas células como energia.

Para pacientes diabéticos, médicos aconselham a prática da corrida como forma de queimar calorias, reduzir o nível de glicose no sangue e, principalmente, para diminuir a resistência à insulina.

A corrida é indicada para o controle de todos os tipos de diabetes. Isso porque, a corrida promove uma série de adaptações no organismo que são benéficas aos diabéticos, como a diminuição da resistência à insulina, aumento da captação de glicose pelos músculos, melhora do perfil lipídico (diminuição do LDL e do triglicérides, aumento do HDL) e redução da pressão arterial.

Estudos recomendam que os portadores da doença pratiquem algum tipo de exercício aeróbico de três a quatro vezes por semana, com duração de 20 a 60 minutos, não devendo ultrapassar a intensidade de 85% do VO2max (volume máximo de oxigênio que o corpo é capaz de utilizar durante uma unidade de tempo).

Porém, alguns cuidados em relação à alimentação devem ser tomados para que se aproveite todos os efeitos positivos da atividade física, sem riscos. Durante o exercício, as recomendações da American Diabetes Association para a ingestão de carboidratos são 2 a 3mg/kg/min de carboidrato para treinamentos leves e 5 a 6 mg/kg/min no caso de atividades extenuantes. Alguns estudos propõem que o consumo de carboidrato para pacientes com diabetes seja de 15 a 30g a cada 30 minutos em exercícios prolongados. Quem corre longas distâncias deve ter uma atenção especial, consumindo dosagens extremamente rígidas de carboidratos durante o percurso.

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Imagem: Reprodução / StarBem

É importante evitar também a perda de água e eletrólitos durante a atividade física, pois a desidratação aumenta a fadiga e pode levar à uma redução de até 3% no peso corporal, o que é perigoso em pacientes diabéticos, por provocar uma pseudo-hiperglicemia e aumentar o risco de fenômenos trombóticos e episódios cardíacos.

A corrida pode ser contraindicada para pacientes com diabetes mal controlada (glicemia menor que 100 ou maior que 250mg/dL), sendo a hipoglicemia o maior risco da prática de atividade física. A hipoglicemia é mais frequente em diabéticos em uso de insulina e naqueles que usam antidiabéticos orais que estimulam a produção de insulina.

O monitoramento glicêmico deve, portanto, ser conduzido antes, durante (quando a duração do exercício é de 45 minutos) e depois do exercício, principalmente nos dependentes de insulina. Esse controle glicêmico deve ser realizado na fase de adaptação ao exercício, quando houver aumento na intensidade, duração ou frequência, ou quando houver modificação no esquema terapêutico e/ou alimentar.

Temos que manter nossa saúde em dia, nos cuidar e não deixar a preguiça nos vencer.

Bora praticar saúde e vencer as adversidades!

Prof. Pedro Paulo Duarte Souza
Especialista em Treinamento Esportivo pela UFMG
CREF 008002-G/MG, Tel:  (32) 9982-9309
personal.pedro.paulo@gmail.com

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