Equipe do Stella Matutina busca novos títulos no Campeonato Brasileiro de Ginástica

Dessa vez, dez atletas disputam medalhas nos aparelhos duplo mini-trampolim, trampolim e tumbling

Ginastas com o treinador Deber Zambelli (Foto: Hugo Keyler)

Ginastas com o treinador Deber Zambelli (Foto: Hugo Keyler)

Apenas duas semanas após conquistar 4 medalhas de ouro, 2 de prata e 2 de bronze no Campeonato Estadual de Ginástica de Trampolim, em Contagem (MG), a equipe do Colégio Stella Matutina está de volta à cidade da região metropolitana de Belo Horizonte para as novas disputas do Campeonato Brasileiro de Ginástica de Trampolim por Idades, que começou nesta quarta-feira, 28, com treinos e competições preliminares, e segue até sábado, 31, dia em que acontecem as finais nos aparelhos duplo mini, trampolim e tumbling.

Diferente do primeiro desafio, quando quatorze ginastas buscaram pódio, os professores e irmãos Deber e Wanderson Zambelli coordenam dez representantes de Juiz de Fora e região nas apresentações, que reúnem 13 equipes e 170 atletas de todo o país, além de serem uma seletiva para o Panamericano do Canádá, em dezembro.

“Ele treina o tumbling e eu, trampolim e duplo mini-trampolim, que são aparelhos da mesma modalidade, mas complementam um ao outro. Do Mineiro para o Brasileiro, tivemos algumas mudanças de saltos e de séries nos treinos, que precisaram ter o nível abaixado para a execução ficar melhor e subir nossas notas, porque agora são várias equipes, apenas três pegam medalha e nós não queremos ficar sem. Faremos o melhor para que e o atleta ganhe um nota boa e que vá somar pontos para a equipe pegar medalha. Estamos confiantes de que vai dar tudo certo”, explica Deber, que também foi professor de trampolim no Instituto Vianna Junior.

Lohayne Clavelari e Rodrigo Rezende (Foto: Hugo Keyler)

Lohayne Clavelari e Rodrigo Rezende (Foto: Hugo Keyler)

Pouca idade, que nada

Ouro no Brasileiro do ano passado e bronze no último Mineiro, ambas pela categoria infantil de tumbling, o ginasta Rodrigo Rezende, de apenas 11, pretende mudar sua apresentação para garantir mais uma medalha e manter o titulo nacional. “Vou fazer o duplo de frente, que era para o estadual, mas não consegui. Vou tentar de novo, porque quero ser bicampeão”.

Um ano mais velha, bronze no estadual deste ano, campeã mineira e vice-campeã brasileira infantil de tumbling do ano passado, a “chaveirinho” do grupo, Lohayne Clavelari, 12, prefere conter as expectativas para mais uma participação no nacional. “Parei minha série no tumbling do Mineiro e a Júlia (Gama), da minha equipe, ficou em primeiro. Estou confiante, focada e quero ser campeã brasileira para ser orgulho da minha mãe”, destaca.

Vice-campeão brasileiro no ano passado e campeão do último estadual infanto-juvenil de tumbling, Yago Vasconcelos, 13, acredita que o trabalho foi realizado e agora basta esperar pelos resultados. “O treino é o mesmo, vamos ver no que dá. Não pretendo fazer nada diferente dessa vez, mas quero melhorar minha série e ser campeão”.

Sem pódio na última competição, por conta de um quarto lugar inesperado, a ginasta Alice Spinelli, 14, se inspira nos títulos de campeã mineira e vice-campeã brasileira infanto juvenil de tumbling no ano passado para recuperar seu lugar entre os melhores. “Deu ruim. Usei muita força para fazer a série e acabei perdendo as contagens, faltou um elemento. Não fiquei completamente satisfeita, por não ter dado o show que quase todo mundo aqui deu, mas fiquei orgulhosa de ter ido. Agora, não quero nem saber, quero ser campeã de qualquer jeito. Já falei com todo mundo que vou para as disputas igual ao Hulk, ninguém vai me parar”, afirma.

Cássia Delgado e Luísa Vieira (Foto: Hugo Keyler)

Cássia Delgado e Luísa Vieira (Foto: Hugo Keyler)

Experiência de sobra

Pela categoria adulto, a ginasta Cássia Delgado, 17, esbanja um número quase incontável de títulos pelos campeonatos que participa – campeã brasileira, mineira, escolar e panamericana em 2008; integrante do mundial na Rússia em 2009; com um treinamento em Portugal em 2010; classificada para o mundial na Inglaterra e o Panamericano do Panamá em 2011; e classificada para o mundial da Bulgária e o Panamericano do México no ano passado. Mesmo de olho no mundial dos Estados Unidos e no Panamericano de Toronto (Canadá), ainda este ano, foco e concentração são seus segredos para que os resultados sejam sempre satisfatórios.

“A gente não pode ter muita confiança, porque os campeonatos são sempre uma surpresa. Então, é sempre bom cada um se colocar no seu lugar. Estou pensando no que tenho que fazer, para cumprir o treino de um ano inteiro, e nunca se vou ganhar ou não. Pretendo me empenhar mais, para ver se consigo outra bolsa-atleta, e treinar bastante, para competir direitinho”, enfatiza.

Esse também é o pensamento da atleta pachequense Gabriela Bolpato, vice-campeã panamericana infanto-juvenil de tumblig. “No Brasileiro, a gente treina bem mais, para ver se melhora as séries. Mas, como o Mineiro foi há pouco tempo, a esperança é de pelo menos conseguir uma medalha, nem que seja por equipe. Não dá para dizer que o campeonato é mais fácil do que o Panamericano, mas precisamos estar sempre confiantes, porque nossa autoestima ajuda muito”.

A colega Luisa Vieira, 17, vice-campeã mineira este ano e em 2013, e quarta colocada no Brasileiro de 2013, completa a lista de expectativas para as disputas. “Que eu me lembre, tive uma dificuldade maior no Estadual, acho que errei a série e foi por isso que não consegui o ouro. Agora, pretendo cumprir as séries que treinamos, porque isso é o que importa. O pódio é consequência”, encerra.

Apoio

A equipe de ginástica do Colégio Stella Matutina é apoiada por Cultura Inglesa, Torpe e Padaria Fran-Luy.

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