FITNESS: Musculação – Quais exercicios escolher?

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Agachamento no Hack: forma correta (Foto: Reprodução / Seu Corpo Perfeito)

Olá, Caros Leitores! A proposta de hoje é esclarecer algumas dúvidas sobre a escolha dos exercícios na programação do treinamento de força. Inicio o presente artigo afirmando que não existe exercício milagroso, ou, ainda, um exercício melhor do que o outro – apenas exercícios mais apropriados para a fase, nível de condicionamento e objetivo do aluno. Por exemplo: quando trabalhamos com atletas de alto rendimento, devemos levar em consideração o gesto motor da modalidade  esportiva e procurar transferir para os exercícios dentro do salão de musculação, buscando o treinamento dos grupos musculares envolvidos em sua totalidade.

Quando a proposta é apenas estética, como no mundo FITNESS, acredita-de que exista um exercício “X”, que será determinante para o crescimento do músculo. Levando essa concepção ao pé da letra, nos deparamos cada dia mais com “bizarrices” dentro das academias. A concepção de que um determinado exercício recruta  isoladamente um músculo específico é simplista e errônea. “Nosso corpo tem diversos mecanismos de controle que permitem realizar tarefas em situações muito diferentes” (GENTIL, 2014). Quando treinamos um determinado exercício até a fadiga, o padrão de movimento se altera, exigindo maior atividade dos músculos sinergistas (auxiliares do movimento em questão). Dessa maneira, comprova-se que não há como se treinar isoladamente um músculo quando se treina com intensidades elevadas.

Costumo classificar os exercícios de um programa de treinamento da seguinte maneira:

Principais ou direcionados: Exercícios multiarticulares, ou seja, que exijam recrutamento de maior número de articulações e grupamentos musculares em um ângulo específico de movimento;

agachamento hack incorreto - rep mundo boa forma

Variação do agachamento Hack: forma incorreta (Foto: Reprodução / Mundo Boa Forma)

– Complementares ou acessórios: Exercícios que trabalham apenas uma articulação e tem o nível de recrutamento muscular menor, que forneçam estímulos para complementar o trabalho desejado.

Dessa maneira, quando programamos uma planilha de treinamento, devemos levar em consideração os efeitos fisiológicos que o exercício promoverá no músculo trabalhado e no corpo como um todo, além de dar suporte e corroborar com a metodologia utilizada para determinado fim.

Qualquer outro tipo de variação de um padrão de movimento, com proposta de maior ativação do músculo, além de não ter suporte científico, pode colocar o praticante em risco. Um exemplo clássico e muito comum nas academias é utilizar um determinado aparelho, projetado para um movimento específico, para outro fim. Ou, ainda, utilizá-lo em uma posição ergonomicamente inviável.

Propagar essas “bizarrices” e insanidades seria reduzir à quase nada a ciência do treinamento desportivo, anos de estudos e pesquisas sérias. Portanto, ratifico: não existe exercício milagroso! Existe sim, dedicação, trabalho sério, ciência e conhecimento aprofundado para que se consiga um corpo saudavelmente “sarado”.

Forte abraço, bons treinos e até a próxima!

Prof. Esp. Fábio Mendes Gomes Caliaro
Graduado em Educação Física pela UFJF
Pós-Graduado em Musculação e Treinamento de Força pela UGF
Personal Trainer e Sócio-Proprietário da Hyperion Assessoria Esportiva
Tel: (32) 9916-3682 / CREF 010907-G/MG
* Referências: GENTIL, Paulo, 2014 – Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia
FLECK, Steven, SIMÃO, Roberto, 2008 – Força, Princípios Metodológicos para o Treinamento
** Imagem de capa: Reprodução / Treino para Mulheres

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