Flávio Stumpf vence e Zirlene Santos chega em terceiro na Meia Maratona Estrada Real

Atletas de Juiz de Fora e região também comemoram provas de 21k e 10km no município de Ouro Branco

Zirlene Santos e Flávio Stumpf (Foto: arquivo Gedair Reis)

Zirlene Santos e Flávio Stumpf (Foto: arquivo Gedair Reis)

O carioca Flávio Stumpf (Academia Vida e Saúde / Caixa / Apae – RJ), campeão dos 21km da Meia Maratona de Juiz de Fora – Fripai, repetiu a boa marca nas trilhas da Serra de Ouro Branco, no município de mesmo nome da região metropolitana de Belo Horizonte, e venceu a prova mais longa da Meia Maratona Estrada Real, realizada neste domingo, 22. Por pouco, a dobradinha com Zirlene Santos (SaúdePerformance) não foi comemorada novamente – dessa vez, a divinopolitana subiu ao pódio no terceiro lugar geral feminino. Outros participantes do Ranking da eterna Manchester Mineira tiveram destaque, a exemplo de equipes locais e de Barbacena. O evento ainda contou com uma corrida rústica de 10km.

“Nunca fui lá e me falaram que só descia a meia, mas não descia não, só subia, e muito.  A corrida foi boa. O João Gari, do Cruzeiro, veio comigo até 17km, e consegui abrir dele. Depois, fui só administrando, porque a chegada também era de subida. Mas está bom. Agora, meus planos são correr uma prova de 5.000 metros, tentando o índice para o Troféu Brasil, e a Meia Maratona Caixa – as duas em julho, no Rio”, revelou Stumpf.

O ex-atleta granberyense Marcos Vinicius Coelho (BMB / Resende – RJ) também foi premiado pela quarta posição masculina nos 21km. “Achei a prova muito difícil. Fiquei com um pouco de medo no início, pois as descidas eram pesadas e achei que podia me lesionar. Depois dos 10km, consegui correr mais forte, mas senti muita dor durante o percurso. Acho que daria para buscar o terceiro, mas não venho soltando os treinos da maratona para competir, e o cansaço acaba comprometendo. Mesmo assim, gostei do resultado, porque deu para ver que estou no rumo certo. Quero parabenizar o pessoal que participou, foi uma corrida duríssima”.

Para Zirlene, as dificuldades do trajeto também valeram a pena. “Estou toda quebrada. O percurso era muito difícil e o nível estava forte. Muito frio antes da largada, porque ficamos esperando mais de duas horas no alto da montanha. Mas, graças a Deus, consegui subir ao pódio. E a Natália (Fernandes), minha aluna, foi a primeira da faixa de 25-29 anos”, alegrou-se duplamente.

Flávia Crizanto, 710; Rosalia Marliere, 741; e Luiz Felipe Mendes, 627 (Foto: arquivo Adriana Ramos de Carvalho)

Flávia Crizanto, 710; Rosalia Marliere, 741; e Luiz Felipe Mendes, 627 (Foto: arquivo Adriana Ramos de Carvalho)

Festa por faixa

Nascida em Juiz de Fora, mas criada em Ouro Branco, Flávia Crizanto fez questão de engrossar o trajeto de 10k, ao lado do ouro-branquense Luiz Felipe Mendes. “Gostei da prova. Valeu a pena pelo visual e pela experiência de correr em um ambiente em que não estamos habituados. Foi muito desafiador, uma dos percursos mais desgastantes que já fiz. Descidas fortes e muitos morros para subir. O frio no alto da serra também estava forte e, com o atraso da largada, acabou desgastando ainda mais, pois o corpo já não estava tão preparado. Mas o trajeto ajudou a maioria dos atletas a conseguir bons tempos, mesmo sendo composto basicamente por morros”.

De acordo com o maratonista Gedair Reis, que correu na faixa 55-59 com Marcos Augusto Pereira,  os atletas Heraldo Maciel (2º, 46-50), Reginaldo Caldeira (1º, 50-54), Ivani Gomes (1º, 50-54 feminino) e Rubens Gabriel (1º, 40-44, 10km) pegaram pódio, embalados pela torcida e presença dos colegas Vagner Vieira, Valtencir Silva, Marcos Luís, Mauro Sérgio, Jaci Ocimar, José Gomes, Gilson Fasolato e Célia Claveland na prova. Os corredores Luís Fernando Bartholomeu e Marcelo Montenegro, nos 21km, e Rosalia Marliere e Adriana Benda, nos 10km, festejaram principalmente a representação do Clube Bom Pastor (CBP). “Entendo que tivemos uma ótima participação, ainda mais se considerarmos a distância até Ouro Branco e o fato de ser uma corrida sem tradição. Achei muito legal a quantidade de atletas de Juiz de Fora. Foi uma prova muito difícil e a determinação de todos em concluí-la foi marcante. Das minhas doze meias maratonas, essa, com certeza, foi a mais casca grossa”, revelou Bartholomeu, coordenador da equipe CBP.

Marcelo Abrantes (079) com equipe Calango Runners (Foto: arquivo Marcia Regina)

Marcelo Abrantes (025) com equipe Calango Runners (Foto: arquivo Marcia Regina)

Já o treinador do grupo barbacenense Calango Runners, Marcelo Abrantes, terminou em terceiro na faixa 25-29 dos 21km.”Esperava uma corrida com percurso um pouco mais tranquilo. Fui surpreendido, pois o nível de exigência foi muito alto, sendo um trajeto de muitas subidas e descidas longas. Corremos tanto no asfalto quanto na terra, com alguns trechos mais técnicos e outros, nem tanto. Fiquei feliz não só com o meu desempenho, mas também com o dos nossos alunos/atletas, porque os resultados foram os planejados. Isso mostra que nossa filosofia de treinamento vem dando resultado, nos proporcionando um bom desempenho, independente do nível de exigência das provas. Correr na serra com um visual bonito vale muito a pena e espero estar presente na próxima”.

Segundo a Associação de Corredores de Rua de Ouro Branco (Acrob), responsável pela Meia Maratona Estrada Real, explicações sobre o atraso na largada e outras reclamações por parte dos atletas, como a quantidade de postos de hidratação, falta de lanche para todos os participantes ao final do percurso e não cronometragem do tempo líquido de cada corredor deverão ser dadas nos próximos dias, logo após uma reunião entre os organizadores.

*Foto destaque: arquivo Gedair Reis.

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