GOLDEN FOUR: Estreantes ou veteranos, juizforanos superaram seus próprios limites na edição da meia maratona no Rio

Várias equipes da cidade celebraram principalmente a amizade no último domingo, 06

Vários atletas locais se reuniram no Rio, entre eles, Célia, 1003, e Gedair, à esquerda dela (Foto: arquivo Célia Claveland)

Vários atletas locais se reuniram no Rio, entre eles, Célia, 1003, e Gedair, à esquerda dela (Foto: arquivo Célia Claveland)

Dezenas de atletas de Juiz de Fora se aventuraram pelas ruas da Cidade Maravilhosa em mais uma edição da Golden Four Rio, meia maratona da Asics, que aconteceu no último domingo, 06. Estreantes ou veteranos na prova de 21K, considerada uma das melhores do país, muitos deles superaram seus próprios limites e bateram recordes pessoais no trajeto entre o Recreio dos Bandeirantes e São Conrado. Divididos, em sua maioria, em caravanas, os mineiros fizeram a festa pelos resultados, mas celebraram principalmente   outra oportunidade de praticar saúde entre amigos. Cerca de 4 mil atletas participaram do evento.

“Foi tudo maravilhoso, emocionante, cenário lindo, gente de toda parte do Brasil e muitos amigos juizforanos juntos. Um dia ensolarado, praias lotadas, muitas pessoas na orla torcendo por nós. Cada um com um objetivo – tentando bater seu próprio recorde, utilizando como treino para maratona, só participando ou vibrando, como a nossa amiga Hionara Botti, que estreou numa meia maratona. Mas uma coisa é certa: não faltou alegria nessa prova, ela estava estampada em cada rosto”, pontuou a corredora e professora de educação física Célia Claveland (Nectonus), que completou o percurso em 02:06’02”.

O companheiro e atleta Gedair Reis se espelhou num conselho muito especial, dado por ela, pouco antes da largada. “Pouco depois das 6h, o sol nos enviava seus raios, o que me deixou preocupado, pensando que ele viria forte, ao contrário do ano passado. Ainda no ônibus Célia me disse: espero que você faça uma excelente corrida, em torno de 1:35′. Ao chegar no Km 18, a cada passada, eu falava: vou para 1:35′… e cheguei lá, bailando pelo lindo percurso. Foi minha melhor corrida em termos de velocidade, depois de uma cirurgia”.

Débora, Tatiana e Gláucio com a colega Sheilla Guerra (Foto: arquivo Tatiana Fonseca)

Débora, Tatiana e Gláucio com a colega Sheilla Guerra (Foto: arquivo Tatiana Fonseca)

Top 100, festa em família e prevendo o futuro

Para o treinador e ultramaratonista Gláucio Monte-Mór (Vidativa), apesar de não ter estabelecido um novo recorde pessoal, a prova foi marcada por outro resultado satisfatório. “Considerando minha fase de treinamento, em que ainda não estou no auge do meu condicionamento, fiquei satisfeito com o resultado de 1:27’08” porque consegui chegar entre os 100 primeiros pela segunda vez seguida, garantindo a medalha dourada ‘TOP 100′. Com isso, consegui me classificar para largar na Elite B no ano que vem, será a quarta vez consecutiva”, comemorou.

Segundo a namorada e aluna Tatiana Fonseca, da mesma equipe, a meia maratona teve outro motivo para ser celebrado. “Fui o tempo todo acompanhada da minha cunhada, Débora Monte-Mór, que fez sua primeira meia maratona, e da Erika Abramo, que se juntou a nós na largada. O Gláucio encontrou a gente no Km 18 e nos puxou até a chegada. Foi tudo dentro do esperado. Controlei o ritmo o tempo todo, para não quebrar e poder terminar a prova bem, e concluí em 2:28. A medalha é linda e correu tudo como programado”.

Ainda pela Vidativa, o treinador funcional Sidinei Costa já programou seu próximo resultado. “Minha meta era fazer abaixo de 1:45’00, deu 1:44’27′. Foi maravilhoso, saiu tudo do jeito que eu tinha planejado. Estava focado em melhorar meu tempo e consegui. Ano que vem a meta é correr abaixo de 1:40’00″‘.

Débora (3665) e Hionara (azul claro) com equipe do Clube Bom Pastor (Foto: arquivo Débora Santos)

Débora (3665) e Hionara (azul claro) com equipe do Clube Bom Pastor (Foto: arquivo Débora Santos)

Estreando com tudo

Entre os corredores que vibraram com a meia maratona esteve a atleta Débora Santos (Clube Bom Pastor), estreante nos 21K da Asics. “Meus amigos já tinham ido e sempre me falaram muito bem da prova. Sabia que o percurso era lindo por causa da Meia Maratona da Caixa, e fui, porque é muito motivante correr no Rio. Achei a prova muito bacana, bem organizada. Vale a pena voltar”. Ela ficou ainda mais empolgada com o resultado de 1:39’46”.

“A gente sempre quer fazer um tempo menor do que o último, nem que seja um segundo a menos. Mas fui muito tranquila e, talvez por isso, tenha conseguido diminuir quase 5 minutos. Só soube disso depois que cheguei e olhei para o relógio. Quase não acreditei no tempo que fiz”.

Quem também ficou muito feliz com a primeira participação numa Golden Four foi o corredor Paulo Sérgio Paula (Bio Forma). “Fiz a prova em 1:51′, o que superou, e muito, minha primeira marca, que era de 2:18′ em Paraty (RJ). Agora é continuar treinando, para perder mais peso e conseguir melhores resultados na minha próxima, que vai ser a Meia da Caixa”.

Eberth Silva na 3ª Corrida da Saúde Suprema (Foto: Hugo Keyler)

Eberth Silva na 3ª Corrida da Saúde Suprema (Foto: Hugo Keyler)

Campeão por faixa, foco nos próximos resultados

Segundo o campeão da 3ª Corrida da Saúde Suprema, Eberth Silva (Vidativa), a experiência de participar de uma meia maratona como essa foi muito válida. Mesmo não conhecendo o circuito, ele foi o grande campeão da faixa 20-29 anos e ficou no 13º lugar geral da Golden Four com o tempo de 01:10’51”. “É uma prova muito boa, bem organizada e com percurso muito rápido. Estava vindo bem, dentro dos planos para fechar no tempo que eu gostaria, mas, na altura do Km 17, comecei a sentir muito, talvez pelo calor e alta umidade. Mas fiquei muito feliz por ter completado a prova, agora é continuar e buscar marcas melhores nas próximas”.

Além do Ranking de Juiz de Fora, o atleta planejou as próximas corridas, incluindo outras meias maratonas. “O foco principal é tentar fazer provas a nível internacional e continuar treinando. Talvez eu participe da Meia Maratona Internacional do Rio, em agosto, ou vá a outra prova da Golden Four”, encerrou.

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