JF Mountain Club ganha novos adeptos para o Carioca de Corridas de Montanha em Teresópolis

Com representantes até de Ubá e Rio Novo, dez atletas disputam a quarta etapa do campeonato neste domingo

Amigos corredores se reúnem aos finais de semana (Foto: arquivo Evandro Chicanele)

Amigos corredores se reúnem aos finais de semana (Foto: arquivo Evandro Chicanele)

Depois de passar pelas cidades fluminenses de Penedo, Maricá e Petrópolis, o Campeonato Carioca de Corridas de Montanha chega a Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, neste domingo, 18, enquanto a equipe JF Mountain Club comemora a adesão de novos integrantes para manter Juiz de Fora e região entre os melhores resultados do circuito em 2014. Desafiados no Parque Natural Municipal, tendo as belezas ecológicas da Serra dos Órgãos como inspiração, os corredores Alisson Bastos dos Reis, Mauro Célio Rodrigues, Patricia Romanelli e Wesley Lilim se unem a Eloiso André, Carlos José Esteves de Souza, Evandro Chicanele, Leonardo Dornellas, Luiz Bastos e Renato Gomes nas disputas da categoria Longo (12km). Estreantes ou não nesse tipo de prova, todos fazem questão de destacar que continuam defendendo suas equipes principais, não abrem mão dos resultados individuais e ainda querem o titulo de campeão coletivo no final da temporada.

Lilim e Mauro Célio (agachados) na Volta da Pampulha 2013 (Foto: arquivo Mauro Célio Rodrigues)

Lilim e Mauro Célio (agachados) na Volta da Pampulha 2013 (Foto: arquivo Mauro Célio Rodrigues)

Direto de Rio Novo

Atleta pela Equipe Jaguar, de Rio Novo, o juizforano Mauro Célio Rodrigues se baseia na interação gerada pela corrida para se aventurar nas montanhas pela primeira vez. “Como fazer amizade no esporte é uma coisa muito rápida e o pessoal de Juiz de Fora já tem um grupo pronto, achamos por bem nos juntar a eles nessa modalidade. Pelo que percebemos, será um grande desafio, mas é isso mesmo o que queremos. Por incrível que pareça, o que mais nos assusta é a temperatura que devemos encontrar em Teresópolis”, revela.

Enquanto ele corre pela faixa 40-44, o colega Wesley Lilim, que é natural de Ubá, mas também mora na “cidade dos malas”, entra na 25-30.

Reunião de amigos

Agradecida pelo carinho que recebe dos colegas do Clube Bom Pastor, Patricia Romanelli, 45-49, conta que sempre gostou de trilhas, mas se apaixonou de vez por elas após o XTerra Tiradentes. Daí para o Campeonato Carioca foi um pulo. “Nunca participei efetivamente de provas de montanha, mas corri algumas vezes no estado do Rio de Janeiro, em Arraial do Cabo, Ilha Grande e Búzios. É sempre muito gratificante participar de eventos que nos propiciam acesso a lugares mágicos e momentos únicos, sejam eles com sol, chuva, nuvens, lua ou estrelas”, pontua.

Patricia, Caju, Renato, Eloiso e Chicanele após treino (Foto: arquivo Evandro Chicanele)

Patricia, Caju, Renato, Eloiso e Chicanele após treino (Foto: arquivo Evandro Chicanele)

Além de se sentir à vontade entre no JF Mountain Club, primeiramente, a corredora quer completar a prova. “A responsabilidade está pesando um pouco e está dando um friozinho na barriga, mas darei o melhor de mim para somar pontos para a equipe. Minha expectativa é positiva, de superação. Somos uma reunião de amigos. Espero agregar valor, contribuir com alegria, estreitar relacionamentos e conhecer um pouquinho mais deste Brasil maravilhoso”.

Com história semelhante à dos companheiros, por não ser experiente em montanha e ter entrado na equipe quase sem perceber, Alisson Bastos dos Reis, 35-39, acredita que essa vai ser apenas a primeira de muitas oportunidades. “Tenho treinado bastante com a turma pelas trilhas da cidade, como Vietnã e trilha da Pepsi. Elas tem terrenos bem irregulares, de muitas subidas e descidas, mas treino é treino, prova e prova. Estou muito ansioso para chegar o dia e registrar esse momento único com minha câmera. Minhas expectativas são muitas”, destaca.

De volta ao circuito

Representando o JF Mountain Club pela segunda vez, sem deixar de lado a Academia Corpo & Cia., Carlos José Esteves de Souza, o Caju, está pronto para bater suas marcas em Petrópolis, na terceira etapa do Carioca. “Foi uma experiência muito boa. Não sabia o que ia encontrar pela frente, só queria fazer o melhor de mim e consegui superar todo o percurso. Valeu a pena o sofrimento, porque fiquei em 5º no geral e 1º na faixa de 25-29 anos. Agora, fiz mais treinos de montanha com o pessoal e espero ter um bom resultado”.

Isso é o que também deseja Evandro Chicanele (Viva Sport Club), que deu o start no campeonato ainda na segunda etapa, ficando com o segundo lugar na estreia, em Maricá (RJ), e com o primeiro na terceira, em Petrópolis (RJ), entre os corredores de 30 a 34 anos. “Meus resultados foram excelentes para quem só corria asfalto. Estou vindo de uma sequência muito boa de treino sem machucar, seguindo as orientações da minha treinadora, Viviany Anderson. A expectativa é grande, porque a galera da faixa está de olho em mim. Porém, quero chegar entre os três primeiros da faixa e entre os dez do geral, sabendo que cada prova é diferente da outra”, enfatiza.

Leonardo e Luiz (Foto: arquivo Evandro Chicanele)

Leonardo e Luiz (Foto: arquivo Evandro Chicanele)

Com gosto de saudade

Dessa vez, a nova possibilidade de dobradinha juizforana por faixa etária promete ter gosto de saudade para Luiz Bastos, campeão nas duas primeiras etapas e quarto lugar na terceira. “Estou lesionado no quadril e essa vai ser minha última corrida este ano. Vou de teimoso, porque fiz o que não podia na Kailash Trail Run e forcei demais quando soube que estava em primeiro nos 15km. Pensei muito, estou chateado, mas é o preço. Vou parar agora, tratar e treinar mais com meu treinador Raphael Lopes, para correr melhor em 2015″.

Mesmo assim, ele considera o saldo positivo até aqui. “Estou muito satisfeito. Vou parar sabendo que não estou 100%, mas posso correr mais forte, por causa da minha experiência e técnica nesse tipo de prova. Acho que consegui motivar meus amigos e vê-los cada vez melhor e tendo bons resultados, nas corridas de rua também, me faz ficar tão feliz quanto se estivesse correndo. O JF Mountain Club só tem a crescer, porque a proposta é justamente juntar quem gosta de correr”, comemora e encerra Luiz.

Um comentrio
  1. Maio 16, 2014 | Responder

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