Mecânico de bike, juiz-forano vive na Estônia e disputa campeonatos de MTB

* Priscila Oliveira

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Ricardo Lima, o “Vizim”, se dedica às bikes há 25 anos. Atualmente, trabalha numa grande equipe de ciclismo e MTB do país europeu (Foto: Juri Vsivtsev/Akkesport.net)

Juiz-forano prestes a completar 40 anos, o mecânico de bicicletas Ricardo Lima, mais conhecido como “Vizim”, deixou a cidade mineira há pouco mais de um ano, rumo à Califórnia (EUA), onde teve a oportunidade de conhecer o Monte Tamalpais, local em que surgiu o mountain bike, na década de 1980. Com residência na Estônia há cerca de seis meses, ele se orgulha por completar bodas de prata com o esporte, através do qual tem colhido conquistas importantes, dentro e fora das pistas.

“Quando vim para cá, logo no primeiro mês, deixei meu currículo na loja em que trabalho, pois é referência aqui na Estônia, tem mais de 12 unidades no país e vários times de ciclismo e MTB. Eu já acompanhava o campeão daqui, que é patrocinado pela minha equipe – estivemos juntos na Itália, numa corrida, e eu também já tinha ido a uma etapa do Mundial de MTB, na República Tcheca, em 2016, para assistir”, destaca.

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Na terra natal, ele foi mecânico de uma loja durante vários anos, montou a própria oficina e fez manutenção das bicicletas da UFJF (Foto: Juri Vsivtsev/Akkesport.net)

Desde que chegou à Europa, ele voltou a treinar mountain bike, auxiliado pelo amigo, atleta e treinador conterrâneo Daniel Grossi. Incentivado pelo grupo de trabalho, conseguiu se federar à União Ciclística do país e à UCI (União Internacional de Ciclismo), onde disputa a categoria Sênior, equivalente à Master B no Brasil. “Estou participando de dois campeonatos. Um é o Estonian Cup, prova de maratona que terá 8 etapas até setembro. Até agora estou em 23º na categoria e 83º geral entre aproximadamente 500 participantes. O outro é o Campeonato Husqvarna Olümpiakrossi, de XCO, que tem um nível técnico muito mais elevado e pontua no Ranking UCI. No último sábado, 21, aconteceu o Campeonato Estoniano de MTB, no qual fiquei na 12ª posição”.

Um degrau de cada vez

Grato não só por fazer parte do celeiro de atletas que Juiz de Fora representa na modalidade, mas pelas amizades que cultiva na terra natal, além de ultrapassar fronteiras, Ricardo pretende continuar seguindo em frente, na busca por alcançar outras metas. “Meu maior objetivo está sendo completar as provas e acumular pontos para o próximo ano, para ter uma posição melhor de largada nos dois campeonatos, pois, como sou novo aqui, largo nas últimas posições. Como mecânico e amante do mountain bike há 25 anos, sempre tive o sonho de trabalhar numa equipe grande ou para algum atleta de ponta. Esse dia ainda vai chegar! Por enquanto, estou no primeiro degrau da escada”, encerra.

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