“Mente forte já são 70% do sucesso”, dispara Antônio Gonçalves após conseguir visto para o Mundial Spartan Race

* Priscila Oliveira ; Fotos: Divulgação

Competitividade é uma boa palavra para definir Antônio Gonçalves (Apuã Vertical/ Quadrante Imóveis/ Ipê Mall). Aos 27 anos e natural de Piau, o atleta se divide entre o trabalho no campo e os treinamentos para grandes desafios. Um deles é o Campeonato Mundial Spartan Race, marcado para os dias 30 de setembro e 01 de outubro, em South Lake Tahoe, na Califórnia (EUA). Com vaga garantida na competição desde a etapa do Rio de Janeiro, em junho, ele lembra a corrida contra o tempo para conseguir toda a documentação necessária e encarar sua primeira disputa internacional.

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Aos 27 anos, ele vai representar Piau na maior corrida de obstáculos do planeta

O visto para entrar em solo americano só foi confirmado na última terça-feira, 19, após uma primeira tentativa negada e sete longos dias na apreensão de não conseguir cumprir uma das principais metas pessoais para esta temporada. “Sabia que ia ser difícil, mas acreditava que ia conseguir – tanto que fiz a inscrição da Spartan Race no Mundial mesmo antes de pegar o passaporte. Nos últimos dias a coisa apertou, mas meu patrocinador Vander Zambeli e o advogado João Gréggio fizeram o máximo de esforço para eu conseguir esse visto”, conta.

Passado o período de incertezas, a lição que fica para Gonçalves, mais uma vez, é de nunca desistir dos objetivos. “Esse processo interferiu nos meus treinos, mas minha mente agora está mais forte do que nunca. Vou ajustar algumas coisas e ir no improviso para o Mundial, igual fiz no Rio de Janeiro: não sabia como fazer certos obstáculos e fui para trás, vendo o adversário fazer. No final, fui embora e ganhei”.

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Além de disputa individual, o atleta integra o #TeamBrazil na competição em solo americano

Vencer sempre

Se um desafio é bom, dois para ele nunca são demais. Acostumado a fazer dobradinha de pódios por aí, Antônio pretende repetir o feito. Vai disputar não só a prova individual, mas integrar uma espécie de “Seleção Brasileira” ao lado do carioca Thiago de Sá e da paulista Samanta Maximo no chamado “#TeamBrazil”. “Todos os três da equipe correm no sábado (20km + 35 obstáculos) para poder participar do time no domingo – sempre lado a lado, da largada à chegada. Esperamos estar bem fisicamente para fazer uma boa prova juntos”, antecipa.

Distante do grupo no dia a dia e sem tempo para traçar qualquer estratégia coletiva antes de chegar à Califórnia, o jovem piauense não tem dúvidas do foco principal. “Estou indo para ganhar. Qualquer resultado a não ser esse é ruim para mim. Mas, sabemos que tudo pode acontecer: podemos acordar num dia ruim, mas também podemos acordar num dia bom. Ter a mente forte já são 70% do sucesso”. E completa: “Dentro da prova não tenho amigos; são todos inimigos. Jogar limpo sempre, mas não venham tentar fazer gracinha comigo, porque também sei jogar pesado”, finaliza.

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