MINEIRO DE KARATÊ: Jovem de JF dribla falta de patrocínio e participa de seletiva em Uberlândia

Com 14 anos e vários títulos conquistados, Paula Fayer conta com a ajuda de amigos e familiares para competir
 
Paula Fayer  (foto: Ila Sato Produção & Stúdio)

Campeã Sul-Americana, bicampeã Brasileira, heptacampeã Mineira Regional e campeã Mineira de Karatê, a jovem Paula Fayer, de 14 anos, encontra no esforço de familiares e amigos os recursos necessários para driblar a falta de patrocínio e participar de competições importantes. Neste final de semana, depois de conseguir verba através de outra “vaquinha”, ela disputa uma vaga para integrar a Seleção Mineira de Karate na categoria Cadetes do Campeonato Mineiro Oficial 2014. A seletiva acontece até domingo, 16, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

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Era para ser balé

Integrante da Escola Tatsu Shotokan e moradora do bairro São Judas Tadeu, na Zona Norte de Juiz de Fora, a atleta lembra que começou a se envolver com o esporte ainda na infância. “Estava com nove anos e queria fazer balé. Um dia, minha irmã me levou para ver uma luta na academia em que ela malhava. Fiz uma aula experimental, gostei e não parei mais”.
Mesmo tendo seguido por um caminho completamente oposto ao da dança, ela se orgulha dos aprendizados que recebe há mais de seis anos do treinador Wagner Gomes. “Sempre me desenvolvi muito bem nos treinos e meus títulos começaram muito cedo. As meninas são tratadas com mais cuidado do que os homens, mas claro que não com tanto cuidado assim. Sempre vamos a competições importantes e treinamos todos juntos, pois precisamos nos preparar bem”, revela.

Com a medalha da Copa Brasil 2014, em Pouso Alegre
(foto: arquivo pessoal)

Esperança e foco no resultado

Após ficar em segundo lugar na etapa de Pouso Alegre (MG) da Copa Brasil 2014, em fevereiro, as atenções da carateca estão voltadas para a conquista de mais um título. “Toda competição tem uma história diferente e sempre dá um friozinho na barriga. Parece que tudo o que eu já competi e ganhei se apaga por um momento, mas tenho treinado muito e estou confiante para esse campeonato”.

Paula Fayer ainda faz questão de reconhecer o esforço de quem acredita no seu trabalho e analisar a falta de patrocínio para os atletas locais. “Não tenho patrocínio, só minha mãe e os nossos amigos que me ajudam. A gente vai pedindo cada um o que puder e, às vezes, fazemos até rifas. É assim que vamos para os campeonatos. A maioria dos patrocinadores só quer investir em futebol, mas ainda tenho esperanças. Só quero que acreditem em mim, independente do que eu pratico”, encerra.

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