Musculação: Variar é preciso

Olá, Caros Leitores!

Ao longo desses treze anos dedicados ao universo das academias, mais precisamente musculação e corridas de rua, observei diversas variáveis que influenciam diretamente nos resultados dos alunos, fazendo com que um estado de estagnação se instale e o corpo pare de responder positivamente aos estímulos impostos sobre ele. Um equívoco na manipulação dessas inúmeras variáveis consiste na aplicação do mesmo tipo de treinamento ou, ainda, mesma atividade física, com mesma intensidade, cargas e quantidades de séries, exercícios e repetições. Pode-se dizer que essa estagnação do condicionamento físico acontece por uma adaptação morfofisiológica do organismo aos estímulos sofridos por ele, tornando o corpo mais habituado ao estresse físico ao qual é exposto.

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Imagem: Reprodução / Up Fit Academia

Um erro clássico que vemos nas academias é o aluno manter a mesma planilha de treino por longos períodos, meses e até ano. Esse hábito promove no organismo um estado de equilíbrio capaz de resistir aos estímulos e estresses mecânicos e fisiológicos, fazendo com que, consequentemente, o rendimento não evolua – por conseguinte, observa-se nenhuma alteração física do corpo e altos índices de desistência e abandono das atividades.

Como treinador e defensor da prática regular dos exercícios físicos e esporte, recomendo a você, aluno, e principalmente aos treinadores, que coloquem em prática um princípio básico do treinamento: PRINCÍPIO DA VARIABILIDADE, que consiste em alternar dentro do período de treino as variáveis que norteiam a ciência do treinamento, tais como intensidade, volume, duração e tipos de atividade física.

Segundo Benedito Pereira e Tácito Pessoa de Souza Jr. (2005), para que haja incremento na condição física do indivíduo, seis condições básicas devem ser praticadas:

1. O estímulo deve ser de intensidade que esteja fora da zona de conforto do praticante;

2. O estímulo deve promover instabilidade do organismo, alterando o funcionamento orgânico e celular;

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Imagem: Getty Image / Reproduzida do Eu Atleta

3. Esse estado de desequilíbrio deve ser aplicado de forma global em todo o corpo;

4. Aplicar adequadamente o período de recuperação e descanso;

5. Permitir os reparos adequados às estruturas orgânicas e celulares (supercompensação);

6. os estímulos devem ser aplicados de forma regular e frequente, respeitando os períodos de descanso para que a supercompensação (melhora de capacidades físicas) ocorra.

Procuro utilizar com meus alunos os mais variados métodos de treino, bem como atividades físicas diversas (corrida, ciclismo, saltos, arremessos etc.) com o intuito de promover constante adaptação do corpo.

Se você tem a possibilidade de utilizar várias modalidades dentro da sua academia, condomínio ou qualquer outro local em que treine, recomendo que, juntamente com seu treinador, incorporem tais atividades em sua rotina de treino. Além de proporcionar evolução e melhoras no rendimento físico, vai deixar seu ritmo muito mais dinâmico e motivante.

Portanto, mãos à obra! Não deixe de desfrutar da gama de ferramentas que o mundo da atividade física lhe proporciona.

Bons treinos!

Prof. Esp. Fábio Mendes Gomes Caliaro
Graduado em Educação Física pela UFJF
Pós-Graduado em Musculação e Treinamento de Força pela UGF
Personal Trainer - Tel: (32) 9916-3682 / CREF 010907-G/MG
* Sugestão de Bibliografia: Compreendendo a Barreira do Rendimento Físico
(Benedito Pereira e Tácito Pessoa, 2005, Phorte Editora)

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