No Quênia, pai e filho juiz-foranos aprendem com os corredores: “Estamos participando do cotidiano deles”

* Reportagem: Priscila Oliveira ; Fotos: arquivo pessoal

Se Juiz de Fora tem ganhado cada vez mais destaque em competições a nível nacional e internacional, um dos principais motivos é o projeto CRIA UFJF, coordenado pelo professor Jorge Perrout. Não bastasse a busca pela socialização de crianças e jovens através do esporte, ele ainda tem a responsabilidade de treinar o próprio filho – Francisco Lima, de 18 anos, que já fez bonito até no Campeonato Mundial de Atletismo Escolar, na Turquia, em 2016. Grandes parceiros na vida e nas provas, os dois agora fazem uma verdadeira imersão no maior celeiro de corredores do mundo, o Quênia.

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Jorge Perrout e Francisco Lima aprendem sobre treinamento e cultura dos melhores atletas do mundo

“Estamos aqui desde 02 de janeiro e ficaremos até dia 28, morando no Centro Kamariny de Treinamento de Altitude, convivendo e participando do cotidiano desses atletas. Vários deles já correram no Brasil; uma das mais conhecidas é a Flomena Cheyech, que venceu a última São Silvestre. Os quenianos são os melhores do mundo”, destaca o patriarca, focado nos estudos do sistema de treinamento e da cultura local.

Afinidades 

Para Perrout, muitas semelhanças ligam os africanos aos brasileiros. “Em termos de método de treinamento não há muita diferença. O que os difere, além da genética e da altitude, é a quantidade de treino, a disciplina e a dedicação que eles tem”. Seu rebento concorda: O treinamento não é tão diferente assim do que eles fazem no Brasil, mas o negócio é que o nível aqui é muito alto e a quantidade de atletas é muito maior do que aí”.

Em período de base, ‘Chiquinho’, como é carinhosamente chamado pelos amigos, aproveita cada experiência da melhor maneira possível. “Estamos na casa dos ‘caras’. Comemos o que eles comem (chapatti, arroz, repolho – e a comida é boa!). Para treinar, tem que ir atrás deles. É difícil, porque eles correm muito, mas a gente vai atrás. Tendo um contato mais próximo com esses campeões, acabamos desmistificando alguns pensamentos. Eles são normais: treinam, tem lesão, tem dificuldade… igual todo mundo”, analisa.

Meta

Com excelentes marcas na temporada passada entre atletas até 20 anos, como os títulos de campeão Mineiro nas provas de 5.000m e 10.000m (onde foi recordista estadual) e a terceira colocação nos 5.000m do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil de Cross Country, o juiz-forano já estabelece planos para o novo ano. “Minha principal meta é ser campeão Brasileiro Sub-20 nos 5.000 e 10.000, em junho”.

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