NUTRIÇÃO: Dieta sem glúten: é verdade que emagrece?

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Imagem: Thinkstock / Reprodução Dicas de Mulher

Uma das dietas mais comentadas atualmente é a que restringe glúten na alimentação, prometendo desinchar o organismo e reduzir peso e medidas corporais. A dieta sem glúten baseia-se na suposição de que a presença dessa substância causa constante inflamação e desacelera o metabolismo. Entretanto, não há qualquer achado científico que comprove tais afirmações.

Como explicar então a perda de peso que ocorre nas pessoas que retiram o glúten da alimentação?

Primeiro, vamos entender o que é glúten. Trata-se de uma proteína presente principalmente no trigo e, em menores quantidades, no centeio, cevada e aveia. Portanto, ao excluir os alimentos que contêm algum desses ingredientes, como pães, bolos, biscoitos, macarrão, pizza e cerveja, que são alimentos mais calóricos, o resultado pode ser perda de peso. Mas, a questão não é simples assim, já que, em termos de troca calórica, o pão e as massas sem glúten, à base de fécula de batata ou polvilho, praticamente se assemelham ao tradicional. Se retirar o glúten resolvesse o problema do excesso de peso, poderíamos pensar que pessoas com alergia ao glúten (doença celíaca) seriam todas magras, já que a alimentação dessas pessoas é isenta nessa proteína. E isso não é verdade!

A dieta sem glúten pode trazer benefícios para pessoas não celíacas, mas que são sensíveis a essa proteína. Pessoas sensíveis ao glúten apresentam distensão abdominal e desconforto. Nesse caso, a retirada do glúten pode conferir sensação de bem-estar.

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Arte: Reprodução / Blog da Mimis

Mas, se você não é celíaco nem sensível ao glúten e deseja reduzi-lo na alimentação, saiba que, do ponto de vista fisiológico, essa conduta não faz mal. Porém, é preciso ficar atento aos alimentos que se coloca no lugar. É importante substituir os alimentos com glúten por outros que sejam fontes de carboidratos para manter o equilíbrio do organismo. Assim, sugerimos incluir tapioca, inhame, mandioca, milho e produtos à base de araruta, fécula de batata, polvilho e fubá.

E, atenção: a quantidade a ser consumida desses alimentos deve estar de acordo com o gasto energético de cada indivíduo, para que não ocorra ganho de peso. Além de serem calóricos, alguns produtos, como pães, biscoitos e massas sem glúten podem custar muito mais caro em relação aos seus similares tradicionais.

Por isso, faça a sua escolha!

Nutr. Fabiana de Faria Ghetti
Especialista em Nutrição Clínica pela USC-RJ
CRN9: 1912 / bia.ghetti@hotmail.com
* Imagem de capa: Reprodução / Método Supera

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