O crescimento das Corridas de Montanha

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Foto: Inca Trail Runners / Reproduzida do Blog de Escalada

O calendário de corridas de montanha não para de crescer no Brasil. São provas de várias distâncias (de 5km a ultramaratonas) e com níveis de dificuldade variados. Existem provas mais tranquilas, onde ocorre a predominância de terra batida ou grama, com dificuldades mais brandas, o que pode ser uma boa ideia para os iniciantes, mas também existem aquelas onde você realmente tem que estar bem treinado para completar.

A maioria é de atletas amadores, que curte o esporte em ambientes diferentes, afastados dos centros urbanos. E aí também entra o lado social da prova, já que, geralmente, para participar, você faz uma pequena (ou grande) viagem, podendo passar um final de semana com amigos de corrida e família, tendo a chance de se desconectar do que acontece no seu final de semana normal.

Talvez a maior diferença entre a corrida de montanha e a corrida no asfalto seja o terreno. E se prepare para encontrar, literalmente, qualquer coisa pela frente nesses desafios – desde pirambeiras onde você vai ter que caminhar (queira ou não) até descidas onde o único jeito é ir escorregando. Isso é a mágica desse esporte. É bom se preocupar em olhar a altimetria da prova antes de largar, saber onde estão os pontos mais difíceis e traçar uma estratégia mais eficiente.

Sim, a corrida de montanha é mais arriscada do que a corrida no asfalto, e isso está incluído no pacote de dificuldades. Em momentos da prova você tem que ficar 110% ligado para não torcer o tornozelo ou bater com a cabeça em um galho, por exemplo. Uma boa estratégia é fazer treinos de propriocepção (aqueles em cima de pranchas estabilizadoras, entre outros, que fazem com que o corredor refine a percepção do próprio corpo), correr na arreia fofa, andar por algum tempinho descalço em casa (ou outro lugar) e, principalmente, treinar em trilhas com irregularidades, ou seja, treinar o mais próximo possível da realidade de prova que irá encontrar.

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Foto: Divulgação Mountain Do Costão do Santinho / Reproduzida pelo site De Olho na Ilha

O sobe e desce, essa irregularidade, torna a prova extremamente dinâmica, já que alterna trechos onde o esforço é grande e a velocidade é baixa, com trechos mais tranquilos e velocidade mais alta. Na maioria das provas não dá para dosar o esforço de forma gradativa e planejada, como nas corridas planas no asfalto. As maiores dificuldades podem aparecer no começo, no meio ou no fim da prova.

Mas a ideia das corridas de montanha não é só a competição. Ir só para curtir o visual e não esquentar com o tempo, fazer amigos durante a prova, já que o clima de camaradagem (ajudar a subir, ajudar a descer, pegar água, correr junto etc.) é muito comum entre os participantes, são apenas alguns fatores que fazem a corrida de montanha ganhar cada vez mais adeptos. Vale ressaltar que, como acontece com qualquer esporte, é bom começar devagar, fazer as adaptações aos poucos e, se possível, procurar a ajuda de um profissional qualificado para ajudar nos treinos.

No asfalto ou nas trilhas, não importa onde. Bora praticar saúde!

Prof. Pedro Paulo Duarte Souza
Especialista em Treinamento Esportivo pela UFMG
CREF 008002-G/MG, Tel:  (32) 9982-9309
personal.pedro.paulo@gmail.com

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