O QUE VI E VIVI: 25ª Corrida Dez Milhas Garoto

* Atleta Sidnei Barbosa dos Santos, 44 anos, Becton Dickinson Team ; Foto de capa: arquivo pessoal

sidnei nas 10 milhas - divulgação garoto

Sidnei Barbosa nas 10 Milhas Garoto (Foto: Midia Sport)

Num final de semana chuvoso em Vitória, foi realizada a 25ª edição da corrida de rua mais tradicional do Espírito Santo. Na hora da prova, a chuva deu uma trégua para os quase 8 mil corredores que disputaram as Dez Milhas Garoto (16km) na manhã deste domingo (17), com uma temperatura agradável e número recorde de inscritos e concluintes.

Como de costume, os africanos dominaram o primeiro e segundo lugares nas categorias masculino e feminino. O etíope Leul Gerbresilase Aleme concluiu os 16km de prova com 47min18, seguido pelo também africano Joseph Kachapin (Quênia), com 48min18. O brasileiro Daniel Chaves da Silva garantiu o terceiro posto com o tempo de 48min24, além de um carro zero quilômetro – premiação dada aos primeiros brasileiros a cruzar a linha de chegada. O 4º e 5º lugares também ficaram com os africanos: Richard Kiplimo Mutai (Quênia), com o tempo de 48min47, e Saidi Juma Makula (Tanzânia), com 48min49, respectivamente.

No feminino, não foi diferente. Três africanas e duas brasileiras foram as laureadas. A queniana Delvine Relin venceu a prova com 57min08. Em segundo lugar, ficou Failuna Adbi Matanga (Tanzânia), com o tempo de 57min16. A brasileira Cruz Nonata da Silva ficou em terceiro, com 57min21, e também levou o carro zero quilômetro, além da premiação em dinheiro. A africana Natalia Elisante Sulle (Quênia) ficou em 4º lugar ao concluir a prova com 57min52, seguida de outra brasileira, em 5º, Joziane da Silva Cardoso, com 58min05.

A maior crítica: ausência de chocolates

Numa prova tradicional, que sempre distribuiu chocolates aos participantes e proporcionava um animado jantar de massas, comuns em corridas com distâncias acima de 10km, a edição deste ano deixou a desejar em ambos os quesitos, cancelando o jantar de massas sem explicações coerentes para tal e não distribuindo bombons aos participantes que completassem o percurso – algo que era comum e fazia todo sentido, pois a corrida leva o nome de uma das maiores fábricas de chocolate da América Latina. Os chocolates Garoto agora pertencem à poderosa Chocolates Nestlé.

Houve, também, reclamações quanto ao modo de distribuição de água, em pequenas garrafas e fechadas, dificultando a abertura pelos atletas durante a corrida e sendo um desperdício enorme, pois cada participante mal consome metade da mesma em cada posto de água. O ideal são copos de água.

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Com os amigos Juliana, Tânia e os professores Léo Tiradentes e Izaías Cavazzana (Foto: arquivo / Sidnei Barbosa)

Uma corrida com representantes de todo o Brasil

A maior prova de corrida de rua do Espírito Santo e uma das mais importantes do calendário nacional recebeu mais de 1,6 mil corredores estrangeiros e de outros estados. A estimativa é de que esses atletas movimentaram cerca de R$1,2 milhão na economia capixaba, com gastos de hospedagem, transporte, alimentação e turismo, segundo dados da Secretaria de Turismo do Estado e organizadores do evento.

Dentre os tantos corredores de fora, estavam o mineiro Leomar Tiradentes, 46 anos, professor-doutor da Universidade de Viçosa e que viaja pelo Brasil participando das principais corridas de rua, tendo, inclusive, corrido a Meia Maratona de Juiz de Fora este ano. Para o professor Léo, a prova foi muito boa, a temperatura estava ótima e o povo capixaba o recebeu muito bem. Entre os anfitriões, encontrei o capixaba e também professor, mas de Finanças, Izaías Fantin Cavazzana, 56 anos, que, apesar de lesionado, estava feliz, pois sua esposa, a advogada  Tânia Cavazzana estava estreando na prova e eles, acompanhados da filha, Juliana, de 9 anos, fizeram os dois últimos quilômetros juntos. “Correr, para mim, é viver, é fazer amigos e nos superar. A corrida nos prepara para o dia a dia e, assim, crio minha filha. Foi um dia especial pela conquista de minha esposa, concluindo seus primeiros 16km com um impagável sorriso no rosto”, destacou Izaías.

gica na dez milhas garoto - pessoal sidnei barbosa

Gilberto Giba de Melo, o Giba (Foto: arquivo / Sidnei Barbosa)

Por falar em sorriso no rosto, também estava satisfeito com seu desempenho o veterano atleta de Juiz de Fora, Gilberto Giba de Melo, 73 anos, ou simplesmente Giba, como é conhecido por todos – aliás, não só em Minas, mas na capital do Espírito Santo, ouvia-se, não raramente, algumas pessoas o chamando e pedindo para tirar fotos, fruto de uma história rica no atletismo nacional, pautada pelo respeito e boa camaradagem com os colegas de corrida, e pela luta pela melhoria da modalidade. O reconhecimento é merecido, pois Giba é um ótimo exemplo a todos.

Uma lesão no caminho

Em meio à uma lesão pós-Maratona do Rio, há três semanas, e uma semana depois da Volta da Deusdesdit, em Juiz de Fora, a prova serviu como termômetro para ter noção de minhas condições para a disputa da Maratona Caixa da Bahia, no próximo domingo, 24, em Salvador. A fisioterapia em dois turnos diários com o fisioterapeuta responsável pela Neutro&Fisio, Vinício Santos Lazzarini, tem dado resultado e estou 70% recuperado de uma distensão da musculatura da panturrilha.

Assim como em qualquer lesão muscular, quando os músculos estão “esticados” acima da sua capacidade normal, as fibras musculares rompem-se em uma região chamada “miotendinea”, ou seja, na junção entre o músculo e o tendão, e, de acordo com o grau da mesma, pode afastar o atleta dos treinamentos e competições por semanas.

 

3 Comments
  1. Claudete Pessoa
    Agosto 20, 2014 | Responder
    • rumocerto
      Agosto 20, 2014 | Responder
  2. Genézio Amâncio Pires
    Agosto 21, 2014 | Responder

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