O QUE VI E VIVI: Da Solo para o Quarteto em 24h de Expedição Espinhaço

* Fotos: Wladimir Togumi / Adventure Mag

No trekking da competição com a equipe Competition Aroeira

No trekking da competição com a equipe Competition Aroeira

Depois de receber a notícia do Lico (atleta de Brasília), meu companheiro de equipe, de que a Oskalunga não poderia participar da Expedição Espinhaço, prova para a qual vinha treinando há dois meses, resolvi correr Solo para não perder a oportunidade de estar nessa prova, que prometia ser alucinante. Sabia que era uma decisão arriscada, pois a navegação seria difícil e o terreno, perigoso.

Chegando em Tabuleiro (distrito de Conceição do Mato Dentro) – após uma longa viagem, primeiro de avião, do belo Aeroporto da Zona da Mata até Confins, depois de ônibus, da organização da prova -, o Zé Elias (Brou Aventuras) sugeriu que eu corresse de Dupla com o Vlamir, amigo dele que também estava inscrito na Solo e que conhecia bem a região. Também recebi o convite da equipe Competition Aroeira (SP), que estava representada por Emerson e Elaine, já que os outros dois atletas tiveram problemas e não puderam ir. Então, resolvemos unir as forças e formar um quarteto (eu, Elaine, Vlamir e Emerson).

A prova largou de trekking do mirante da Cachoeira do Tabuleiro, a maior queda de Minas Gerais, e percorreu cerca de 120km na belíssima região da Lapinha, com suas serras maravilhosas, quedas d’água iradas e trilhas técnicas divertidas.

É claro que nossa equipe maluca, formada de última hora, percorreu mais de 120km, pois erramos alguns caminhos tentando pegar atalhos cabulosos (rs). Fizemos alguns rasga-mato, que acabaram nos tomando mais tempo do que se tivéssemos ido pela trilha… Mas corrida de aventura é assim. Também conhecemos outros pedacinhos das serras e, já que não haveria chance de brigar pelo pódio, pudemos apreciar um pouco mais das cachoeiras, da lua e das estrelas.

Durante a prova de canoagem

Durante a prova de canoagem

O pôr do sol do alto do Pico do Breu foi emocionante, assim como o nascer da lua, visto do trecho de canoagem, na lagoa da Lapinha, onde fazia muito frio. Durante os perrengues da madrugada, sempre vem aquele pensamento: “Ai, o que é que eu tô fazendo aqui? Podia estar quentinha, embaixo do edredom”… Mas, depois que cruzo o pórtico de chegada, o sentimento é de superação. E, depois do descanso, já penso quando será a próxima…

Completamos a prova sem cortes, em 24h exatas, passando por todos os PC’s. O resultado oficial ainda não saiu, mas acho que ficamos em oitavo. Largamos às 7 da manhã de sábado e chegamos às 7h do domingo, com o corpo cansado e a alma lavada.

Clique AQUI para conferir a aventura de Fabiana Duarte, desde o início, na Expedição Espinhaço.

2 Comments
  1. Julho 23, 2014 | Responder
    • rumocerto
      Julho 23, 2014 | Responder

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