Pedal Vale do Café reúne 500 ciclistas e resgata história de Miguel Pereira

* Reportagem: Priscila Oliveira

Integrante dos 15 municípios que formam o chamado Vale do Café, no Vale do Paraíba do Sul Fluminense, a cidade de Miguel Pereira já tem cadeira cativa entre os entusiastas das bikes na região. Criado em 2016, o Pedal Vale do Café chegou à sua terceira edição no último domingo, 18, com recorde de inscritos e um passeio ciclístico recheado de belezas naturais e muitos desafios. Os 500 participantes se dividiram entre um trajeto leve, de 37km e pouco mais de 1.000m de ganho em altimetria, e outro mais técnico, com 39km, 1.100m de ganho em altimetria e onde foi disputado o desafio Rei e Rainha da Montanha – dominado pela equipe Le Vélo Montagne.

David Leite Silva, de Paty do Alferes, e Fernanda Clara da Costa, de Miguel Pereira, foram os Reis da Montanha. Pose com a organizadora Cristina Henriques (Foto: Hugo Keyler/RCO)

Majestades

Ciclista desde 2003, inclusive com competições profissionais no currículo, o representante de Paty do Alferes, David Leite Silva, de 36 anos, foi coroado Rei da Montanha e fez questão de destacar o entrosamento entre sua terra natal e o município anfitrião. “Paty e Miguel são duas cidades muito unidas. Percurso top, histórico e lindo! O desnível foi pouco, mas teve sua dificuldade, por causa das pedras da linha férrea. Vimos o Rio Santana passando embaixo, várias cachoeiras, singletrack… Todo mundo conseguiu fazer e foi muito bacana ver todas as bicicletas no trajeto, além de ser muito prazeroso conseguir esse troféu dentro da região”, enfatizou.

Prata da casa, a colega de equipe Fernanda Clara da Costa, 41, não escondeu a emoção de levar o nome de Miguel Pereira ao topo do desafio. “Ando de bike desde criança, mas participando das corridas, na brutalidade, faz três anos. O evento foi top, fiquei muito feliz! Pedalar no quintal de casa é melhor ainda… Agradeço à toda a organização. O percurso foi muito bem sinalizado, evento fora de série. Cada pedal meu é um desafio e a sensação de ser ‘rainha’ é inexplicável. É felicidade, vontade de chorar, vontade de rir… Eu não esperava por isso. Foi tudo top, top”.

Trechos da antiga Estrada de Ferro Leopoldina fizeram parte dos trajetos (Foto: Hugo Keyler/RCO)

Resgate histórico

Segundo um dos responsáveis pela organização, Wilian Amaral, o evento contribui para o resgate dos aspectos históricos da região. “Em ambos os percursos, diversos clubes e cidades dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais pedalaram por trechos da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje desativada, passando por paisagens entre a Mata Atlântica e os vales da Serra das Araras, até chegarem ao Viaduto Paulo de Frontin – única ponte férrea em estrutura metálica construída em curva no mundo e cartão postal de Miguel Pereira”, pontuou orgulhoso.

Como não poderia deixar de ser, as impressões sobre essa edição foram as melhores possíveis. “O resultado desse ano superou as nossas expectativas. Tivemos um número recorde de participantes, num pedal sem maiores incidentes, com uma aceitação calorosa dos ciclistas e moradores da cidade. Ano que vem tem mais”.

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*O Rumo Certo é a cobertura fotográfica oficial deste evento.

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