Rumo ao Sul-Americano de Cross, Amanda Oliveira antecipa: “Vou dar meu melhor pelo Brasil”

*Reportagem: Priscila Oliveira

Em agosto do ano passado, quando já liderava o ranking brasileiro Sub-23, Amanda Oliveira (Fac. Granbery/ Real Mercês/ CRIA UFJF/ Sicoob/ NutriMais) afirmava não imaginar que chegaria tão longe. Porém, nesta quarta-feira, 20, logo após concluir o último treino antes de embarcar para o Campeonato Sul-Americano de Cross Country, não teve dúvidas: tem construído uma trajetória marcada por grandes conquistas.

Mercesana garantiu vaga para disputa em Guayaquil, no Equador, após vencer os 10km da Copa Brasil de Cross Country (Foto: Hugo Keyler/arq. RCO)

“Abro mão de muita coisa para me dedicar totalmente aos treinos. Fico muito feliz, porque, ao longo dos dois últimos anos, minhas marcas melhoraram e estou atingindo meu objetivo, que é dedicar minha vida ao atletismo. A sensação de dever cumprido é ótima! O que eu tinha que treinar, treinei. Agora é colocar em prática todo esse esforço e dedicação. Estou empenhada e vou dar meu melhor para representar o nosso Brasil”, destaca.

Aos 21 anos, ela afirma: “Estou atingindo meu objetivo, que é dedicar minha vida ao atletismo” (Foto: Hugo Keyler/arq. RCO)

A classificação para realizar o sonho de defender a bandeira nacional fora do país chegou no fim de janeiro, quando venceu a categoria feminina adulta nos 10km da Copa Brasil de Cross Country, em São Paulo (SP). De lá para cá, a mercesana não só intensificou os treinos como adequou o tempo para regularizar a documentação necessária para chegar até Guayaquil, no Equador. “Como eu já tinha corrido a Meia Maratona de Buenos Aires (Argentina), em 2017, foi um pouco tranquilo resolver o que precisava. Já tinha o passaporte, mas a carteira de vacina internacional foi na correria. Fui um dia a Barbacena, pois ela não é feita em Juiz de Fora, e perdi a viagem, mas depois deu tudo certo”.

‘Pernas para correr’

Já em solo equatoriano e integrando a seleção brasileira, a expectativa da representante de Mercês é manter o foco para a disputa. “Não vai dar tempo de fazer adaptação, pois chegaremos quinta, a competição acontecerá sábado e a minha prova será a primeira. É só botar as pernas para correr mesmo. O clima é a nível do mar, então, é bem tranquilo. A temperatura é bastante quente. Além do adulto, minha categoria, tem Sub-20 e Sub-18 (corrida a partir dos 5.000m). Os campeões e as melhores equipes ganham vaga para disputar o Mundial, na Dinamarca”, revela.

Dona de bicampeonatos nos 10.000m e 5.000m brasileiros, e do Ranking de Juiz de Fora, a atleta, de 21 anos, faz questão de deixar um recado para quem divide com ela a expectativa pelo título sul-americano. “Peço a Deus para me iluminar sempre, dando força e saúde. Agradeço à minha família, que está muito orgulhosa de mim, e a todos os meus amigos e colaboradores pela torcida. Vou dar o meu melhor”.

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