#RumoÀTocha: Mesatenista paralímpico Alexandre Ank

* Priscila Oliveira; Foto de capa: arquivo pessoal

ank tênis de mesa - pessoal

Alexandre Ank em ação no tênis de mesa (Foto: arquivo pessoal)

Na contagem regressiva para a passagem da Tocha Olímpica por Juiz de Fora, no próximo dia 15, o Rumo Certo inicia uma série especial, mostrando a expectativa de alguns dos atletas selecionados para o Revezamento. A lista oficial de nomes ainda não foi divulgado pela Prefeitura de Juiz de Fora, mas alguns representantes locais comemoram a confirmação pelas redes sociais.

Nesse sentido, nosso primeiro destaque ‘Rumo à Tocha’ é o mesatenista paralímpico Alexandre Ank (Hiperroll/ Suprema/ Fripai). Com medalhas de bronze no Individual (Classe 4) e de ouro por Equipes (Classes 3-4) nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto (Canadá), no ano passado, entre os títulos mais recentes, ele comemora a oportunidade de fazer parte deste momento histórico. “É um orgulho muito grande para mim ser um dos indicados e poder carregar a Tocha Olímpica em Juiz de Fora, representando o esporte, representando os atletas e valorizando todo o meu currículo esportivo, por já ter disputado uma Paralimpíada em 2008, em Pequim (China), onde a gente teve resultados importantes. O tênis de mesa trouxe a primeira medalha inédita por equipes e, apesar de não estar jogando na mesa, fiz parte desse grupo, que foi muito importante para a história do tênis de mesa”, relembra.

ank na handbike - hugo keyler

A bordo de uma ‘handbike’, ele representa a equipe ALAE nas corridas de rua (Foto: Hugo Keyler)

 Emoção, superação

Para Ank, que é natural de Bicas (onde a Tocha chega em 16 de maio), a ansiedade se mistura à alegria de desempenhar um papel importante no trajeto a ser percorrido pela ‘Chama Olímpica’ na cidade. “É uma chama que nos deixa cada vez mais motivados, mais felizes. O esporte é isso: é emoção, é superação. E poder carregar a Tocha Olímpica em Juiz de Fora, representando todas as pessoas com deficiência física e o esporte, é um orgulho muito grande para mim. Isso me motiva cada vez mais a praticar o tênis de mesa, que é minha principal modalidade, e essa nova empreitada que tenho agora, que é participar das corridas rústicas do município”.

Segundo o mesatenista, por falta de apoio financeiro do poder público, o sonho de disputar os Jogos Paralímpicos Rio 2016, em setembro, não será possível. “Não me deram nenhum apoio e, por isso, não consegui participar de todas as etapas obrigatórias internacionais para fazer o índice e confirmar uma vaga na Paralimpíada do Brasil. Essa medalha vai faltar na minha coleção”, lamentou. Mas, as atividades na modalidade não param. Ainda no final de maio, Alexandre Ank disputa o Campeonato Brasileiro de Inverno, em Fortaleza (CE).

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