Triatleta juiz-forano participa de Mundial do Ironman no Havaí

* Informações: Assessoria ; Fotos: arquivo pessoal

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Hugo Amaral na arena do meio Iron, na Austrália, em setembro

Se você pesquisar por Kona na internet, vai descobrir que o distrito faz parte da Grande Ilha no Havaí. No idioma havaiano, o nome se refere à posição do vento, mas para os triatletas e amantes do esporte, Kona é muito mais que isso. Para um Ironman, Kona é um sonho quase que inalcançável, é uma meta audaciosa.

Em 2015, no Ironman de Fortaleza, o juiz-forano Hugo Amaral (VidAtiva) conseguiu índice para participar do Mundial de Ironman pela primeira vez, classificando-se para a etapa de 2016, no Havaí. A prova acontece neste sábado, 08, quando a elite do triathlon encara 3,8km de natação em mar aberto, com temperatura média da água de 26ºC; 180km de ciclismo, com ventos que podem chegar a 40km/h e fortes rajadas laterais; e 42km de corrida, pela mesma estrada em que acontece o ciclismo.

Depois de começar 2016 com excelentes resultados, Hugo quebrou o dedão em junho e teve que ficar afastado dos treinos por um mês e meio. “Com certeza isso vai me prejudicar um pouco, mas em agosto e setembro eu consegui encaixar os meus treinos. Fiz uma boa prova no Mundial de Ironman 70.3, na Austrália (em setembro), e estou com um condicionamento melhor agora”, explica.

Expectativas e vivência internacional

O triatleta espera completar a prova em aproximadamente dez horas, piorando um pouco seu melhor tempo no Brasil. “Kona é uma prova muito dura – mais lenta em relação às outras. Aqui é outro lugar, é outra história… Vou considerar excelente se conseguir um tempo abaixo das 10h, mas, se eu não conseguir, também já vai estar ótimo. O objetivo é completar o meu primeiro mundial, cruzando a linha de chegada com a minha família e a minha namorada, que vão estar aqui assistindo”.

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O triatleta de Juiz de Fora cruzando a linha de chegada do Ironman 70.3, na Austrália

Durante o Ironman, a cidade inteira se mobiliza para a prova. Quase todos os nativos estão envolvidos com o evento e trabalham como voluntários para fazê-lo acontecer. “A estrutura da prova é muito legal! Esse é o evento anual da cidade, e Kona é conhecida no mundo inteiro por causa do Ironman”, ressalta. Para Hugo, outro fator muito positivo dessa experiência é o contato com vários atletas de elite – uma chance única para aprender e treinar ao lado dos melhores.

Clima e alimentação são os maiores desafios

O clima havaiano, muito quente, costuma castigar os triatletas. Por isso, conseguir acertar na alimentação e na hidratação durante a prova pode ser um diferencial muito estratégico. “Estou me preocupando muito com isso. A gente tem que se hidratar e alimentar bem, porque é o que vai fazer a diferença. Vou ter muito cuidado e atenção com a minha reposição de energia, de nutrientes e de eletrólitos”, finaliza.

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