XXI Maratona de São Paulo: JF também marcou presença

* Artigo de Sidnei Barbosa (atleta Vida e Saúde/ Neuro & Fisio); Foto de capa: Diogo Yoshida (MBraga Comunicação)

maratona sp 2015 queniano campeão - diogo yoshida - mbraga comunicação

O campeão Asbel Kipsang (Foto: Diogo Yoshida / MBraga Comunicação)

O Quênia venceu novamente a Maratona Internacional de São Paulo neste último domingo, 17 de maio. Na edição de 2015 da maior e mais importante prova do calendário nacional, o país africano garantiu o 12º título no masculino e o sexto no feminino. O vencedor entre os homens foi Asbel Kipsang, enquanto Carolyne Komen triunfou entre as mulheres. Kipsang terminou os 42.1km do trajeto pelas ruas da capital paulista, com largada e chegada no Obelisco do Ibirapuera, com o tempo de 2h15min15s, enquanto Carolyne venceu sua prova com a marca de 2h35min51s.

Cerca de 16 mil corredores participaram da Maratona Internacional de São Paulo, divididos entre a maratona (42,1km), 15 milhas (24.140m), 5 milhas (8.047m) e a caminhada de 2 milhas (3.212).

Resultados gerais da 21ª Maratona Internacional de São Paulo

1º. Asbel Kipsang (Quênia), 2h15min15s; 2º. Vagner Noronha (Brasil), 2h20min14s; 3º. Samuel Kiptum (Quênia), 2h21min04s; 4º. Giomar da Silva (Brasil), 2h22min07s; e 5º. Edson Amaro dos Santos (Brasil), 2h24min48s, no masculino. Já no feminino, 1º. Carolyne Komen (Quênia), 2h35min15s; 2º. Rumokol Chepkanan (Quênia), 2h37min28s; 3º. Jane Jelagat Seurey (Quênia), 2h39min02s; 4º. Graciete Santana (Brasil), 2h46min20s; e 5º. Marizete Moreira dos Santos (Brasil), 2h4min36s

maratona sp 2015 sidnei barbosa - de olho no atleta

Sidnei Barbosa durantes os 42,175km de maratona (Foto: arquivo pessoal)

Presença juizforana e avaliação geral

Juiz de Fora contou com a participação de nove atletas, assim distribuídos: Jorge Emídio, Sidnei Barbosa (Vida e Saúde/ Neuro & Fisio) e Vagner Vieira na Maratona (42,175km); Cristina Tibúrcio, João Bispo, Ricardo Tibúrcio e Valeska França nas 15 milhas (24,14km); Adria Renê nas 5 milhas (8,04km); e Solange Silva (Soso) nas 2 milhas (3,212km).

O clima ajudou na edição deste ano da Maratona de São Paulo, ao contrário de 2014, quando a prova foi disputada em outubro, com calor acima de 35ºC, o que prejudicou muito o rendimento dos participantes. De um modo geral, a organização foi boa, com hidratação perfeita, sinalização e equipes de apoio satisfatórios; alimentação para a maratona variada, com itens como pé-de-moleque, batata assada, batata frita, jujuba, Coca Cola, laranja e bergamota.

Prós e contras

Há de se lamentar a alteração novamente do percurso, voltando-se a utilizar quase metade da maratona sendo percorrida dentro da USP (Universidade de São Paulo), retirando o atleta do contato com as ruas e fazendo vários “cotovelos” quando se vai e volta com constância em pequenas retas, visivelmente para completar a quilometragem da prova. Parecia que corríamos em um labirinto, sempre com a impressão de termos passado pelo mesmo lugar. Outro ponto negativo foi a ausência das bandas de música e DJs, que, nas edições passadas, trouxeram mais animação à prova.

Apesar dos mais de 17km dentro da USP, o percurso deste ano mostrou parte da diversidade da cidade. A “selva de pedra” tem avenidas arborizadas, como a que levou os corredores ao Parque Villa-Lobos e ao Ibirapuera; os prédios altos e bonitos da Juscelino Kubitschek; o charme do Jockey Club e dos casarões de Pinheiros. O grau de dificuldade da segunda metade da Maratona foi considerado alto por boa parte dos corredores, com muitas subidas e descidas que minaram a resistência, castigando os maratonistas, como contou o vencedor da prova com 5 minutos de intervalo para o brasileiro Vagner Noronha, Asbel Kipsang. “Foi minha primeira vez no Brasil e gostei muito da corrida. Mas ela foi dura, especialmente após os 21km, com muitas subidas e descidas”.

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