Antônio Gonçalves é bicampeão do XTerra Brazil

* Reportagem: Priscila Oliveira

Com a marca de 01h23min, o atleta Antônio Gonçalves (Apuã Vertical/Ipê Mall/Quadrante Imóveis), de Piau, cruzou a linha de chegada e alcançou dois feitos ao mesmo tempo, no último sábado, 01: liderou a classificação da etapa de Paraty (RJ) e sagrou-se bicampeão da categoria Half Trail Run do circuito XTerra Brazil Tour 2018. Após um ano marcado por contratempos, ele comemora o feito com o sentimento de dever cumprido.

Após temporada marcada por lesões, atleta manteve o nome no topo do circuito nacional (Foto: Divulgação/XTerra)

“Tinha planos para disputar o Mundial do XTerra de novo e tentar ganhar. Só que uma lesão no início do ano previa dias difíceis. Na primeira etapa (Costa Verde/Mangaratiba – RJ, fevereiro) lesionei a coxa, fiquei fora de quatro provas e abandonei a de Lagoa dos Ingleses (Nova Lima – MG, julho). Foram meses sem treinar, sem saber se eu ia voltar. Momentos muito difíceis”, lembra.

Com cinco desafios pela frente para manter o título nacional dos 21km, não lhe restaram dúvidas: era vencer ou vencer. “Sabia que, se quisesse levar o Ranking outra vez, tinha que fazer tudo o que ainda não tinha feito durante o ano e, além de tudo, me livrar daquela lesão. Fui para o XTerra Estrada Real (Tiradentes – MG, setembro) com meses sem treinar – fiz apenas quatro treinos para a prova. Ganhei, e isso me deu um ânimo a mais, porém, a coxa voltou a doer e tirei o pé nos treinos de novo”.

Vitória em Santa Catarina foi fundamental para defender o título na etapa de Paraty (Foto: arquivo pessoal)

Apenas um passo

Em outubro, na disputa seguinte, a vitória no Camp Praia do Rosa, em Imbituba, Santa Catarina, projetou Antônio, de 28 anos, para a vice-liderança da modalidade. Daí ao topo do pódio faltava apenas um passo. “Só tinha que ganhar a última etapa para ser campeão. Como o Mundial estava fora de cogitação, fui para Paraty sem muito treino e precisando ganhar. Foi uma pressão muito grande para mim! Sexta caiu muita chuva, aí pensei: ‘Hum, agora sim!’. Fiz uma prova que nem eu sei como corri daquele jeito – com tombos na mata, pressão dos adversários, mas consciente e sabendo que só a vitória importava. E ela veio”, ressalta orgulhoso.

Declaradamente competitivo, o piauense já sabe onde quer chegar no próximo ciclo de competições. “Agradeço à minha família, patrocinadores, treinador (Francisco Manoel) e a todos que torcem por mim. 2018 foi bom, pelo Ranking do XTerra e pelo Hall da Fama, mas tenho outros alvos, como o XTerra Europa, Brazil e, quem sabe, o Mundial. Agora o foco é treinar e ver o que vem por aí… Primeiramente, vou buscar patrocinadores para tentar ser o melhor do planeta no XTerra”.

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