Atletas locais disputam Mundial de Jiu-Jitsu Olímpico no Rio

*Reportagem: Priscila Oliveira

O final de semana promete grandes lutas para os adeptos das artes marciais. É que acontece o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Olímpico, nos dias 13 e 14 de julho, em Deodoro, no Rio de Janeiro. Dois atletas locais estão entre os representantes de Juiz de Fora nas disputas. O principal objetivo deles é fazer bonito nos tatames e trazer novos títulos para casa.

Júlio Cézar “Montanha”, à direita, é faixa preta 3º grau, professor da modalidade e já disputou várias competições nacionais e internacionais (Foto: Flash Sport)

“Montanha”

Faixa preta 3º grau e aos 52 anos, Júlio Cézar de Oliveira, mais conhecido como “Montanha”, conta que aderiu ao esporte por conta do filho, a quem sempre buscava após os treinos. “Foi quando o Mestre Sávio me convidou para treinar. Ganhei esse apelido por causa do Casseta & Planeta, que tinha a dupla Maçaranduba e Montanha”, lembra.

Responsável pela equipe Montanha Jiu-Jitsu, que treina às segundas, quartas e sextas-feiras à noite, na academia Espaço Saúde, no bairro Bom Jardim, o professor-atleta revela que, sempre que pode, participa de competições. “Já fui ao Sul-Americano, duas vezes na Copa do Mundo e agora vou para o meu terceiro Mundial. Sou 9 vezes campeão Mineiro. Também tenho vários títulos na Copa do Brasil, Copa Hélio Grace e Copa Carlson Gracie”.

Com outra vitória garantida semana passada, também na Cidade Maravilhosa, Montanha promete ir com tudo na busca de uma nova medalha para a sua coleção. “Ganhei a Copa Carlson Gracie e isso me deixa mais confiante agora, apesar de que cada torneio é diferente do outro”, pondera.

Charles Rabelo, faixa branca 4 graus, descobriu no esporte o melhor remédio para driblar problemas de saúde (Foto: arquivo pessoal)

Superando a depressão

Com 35 anos, o representante da equipe Alliance Jiu-Jitsu (Manoel Honório), Charles Rabelo, destaca que o esporte foi o principal combustível para que desse a volta por cima. “Eu estava estudando Radiologia e fazendo dois estágios. Me dediquei muito ao curso, mas não consegui trabalhar na área e isso me frustrou muito. Fiquei numa depressão profunda. Pouco tempo depois, uma amiga da minha esposa me incentivou a correr. Em seguida, entrei no muay thai, meu professor Esquéte Rampage me chamou para fazer uma aula de jiu-jitsu e eu adorei. Faz mais ou menos três anos e meio que eu treino”.

Faixa branca 4 graus e treinado por Mestre Borracha, o lutador revela que uma de suas maiores motivações para seguir firme nos treinos foi a perda recente de 16 quilos, logo após um tratamento de saúde. “Estou voltando a competir agora, mas já fiquei em 2º lugar num campeonato em Ubá. A expectativa é sempre de vitória, sempre penso positivo. Caso não venha, não ficarei triste, porque vai ser uma experiência nova. Só de estar dentro do Mundial, já me sinto campeão. Se der tudo certo, vai ser melhor ainda”, antecipa.

Para ele, outro ponto a ser destacado é a ausência de apoio para as competições. “O incentivo ao esporte faz muita falta. Os atletas têm muita dificuldade para competir, porque fica muito caro. Temos que tirar do próprio bolso para participar desses torneios e isso é muito complicado”.

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