Juiz de Fora faz bonito nos Jogos Parapan-Americanos de Lima

*Reportagem: Priscila Oliveira

A melhor campanha de sua história. Foi assim que o Brasil concluiu a participação nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, encerrados no último domingo, dia 1º, no Peru. Com expressivo saldo de 308 medalhas, sendo 124 ouros, o país alcançou a liderança geral da competição pela quarta vez consecutiva, quebrando o recorde histórico do México no primeiro Parapan, realizado em 1999, quando sediou as disputas e conquistou 307 medalhas – 121 douradas. Para orgulho dos mineiros, dois dos responsáveis por esses resultados brasileiros estão diretamente ligados a Juiz de Fora.

Com apenas 17 anos, Gabriel Geraldo Santos, do Clube Bom Pastor, conquistou dois ouros, uma prata e dois bronzes (Foto: Divulgação)

“Gratidão, e ponto final”

Natural de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, e integrante da equipe paralímpica do Clube Bom Pastor, Gabriel Geraldo Santos, de 17 anos, está voltando para casa com cinco medalhas na natação: ouro nos 50m livre (batendo o recorde brasileiro com a marca de 57.88) e nos 100m livre (novo recorde brasileiro, 2:04.40); prata nos 200m livre; e bronze nos 50m costas e nos 50m borboleta (quebra do próprio recorde mundial, com o tempo de 1:01.65).

Pelas redes sociais, ele comemorou essa atuação de sucesso. “Chegamos ao final dos Jogos Parapan-Americanos de Lima e digo ‘chegamos’, no plural, porque essas conquistas não foram só minhas – muita gente venceu junto comigo. Primeiramente agradeço a Deus por ter me permitido chegar até aqui com diversos motivos para sorrir e por ter uma família que sempre sentiu orgulho e nunca sentiu vergonha de quem eu sou”, destacou.

Reconhecendo também a atuação dos amigos, do Clube Bom Pastor  e de todos que fizeram parte dessa jornada vitoriosa, o jovem nadador concluiu. “Obrigado a todos que mandaram mensagem e que, de alguma forma, me deram mais força para trazer essas medalhas para o nosso país. É uma avalanche de sentimentos para colocar em uma legenda. A única coisa que eu sinto, de forma bem clara, é GRATIDÃO, e ponto final”.

O experiente mesatenista juiz-forano Alexandre Ank terminou a competição com medalha de bronze (Foto: Divulgação)

Jogo limpo

Com uma série de resultados de peso, entre eles o de campeão por equipes e medalhista de bronze no Parapan do Rio, em 2007, além de vice-campeão no Mundial da Argentina, em 2006, o mesatenista juiz-forano Alexandre Ank acaba de incluir mais um título à sua galeria. Aos 39 anos, sua atuação em solo peruano foi coroada com um novo bronze. “Entre vitórias e derrotas, o sabor da medalha vai ficar sempre em meu coração. Raça, Brasil. Jogo limpo”, ressaltou em uma de suas postagens.

Em outra, o atleta da AABB fez questão de destacar mais um momento de superação na carreira esportiva. “Fica uma grande lição, de que podemos chegar além. Basta continuar treinando e trabalhando. Veio o bronze. Vamos trabalhar para, no futuro, superar esse resultado”.

Agradecimentos também não faltaram. “Meu muito obrigado a todos os familiares, patrocinadores, amigos e torcedores, em especial, pelas muitas mensagens de carinho e incentivo. Pra frente, Brasil, defendendo nossa pátria amada”, encerrou.   

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