#RumoÀTocha: Condutores se emocionam com o revezamento

* Priscila Oliveira; Foto de capa: Hugo Keyler

Milhares de pessoas saíram às ruas de Juiz de Fora no final da tarde do último domingo, 15, para acompanhar a passagem da Chama Olímpica pela cidade. Familiares, amigos e curiosos pararam para ver e vibrar com os sessenta e quatro participantes do revezamento. Aos condutores, cada um deles responsável por 200m dos 10,8km percorridos entre o Parque da Lajinha e o Terreirão do Samba, coube lidar com diversas emoções ao mesmo tempo – entre elas, o orgulho por fazer parte de um momento tão importante do cenário esportivo mundial. Confira alguns relatos:

RCO Rumo á Tocha-57

Foto: Hugo Keyler

André Nascimento, campeão olímpico

Foi muito emocionante. Fiquei muito ansioso e, na reta reta final, encontrar todo mundo foi muito emocionante. Ver a minha família no palco… Me senti como se estivesse disputando outra Olimpíada. Foi muito legal. Fiquei muito contente pelo convite e agradeço muito a todos pelo carinho. Apesar de já ter conduzido a Tocha em outro país, em Juiz de Fora foi realmente diferente, principalmente por ser aqui, onde fui muito bem acolhido – apesar de não ser daqui*. Mas, minha família toda é daqui e foi onde tudo começou, onde comecei a jogar vôlei. Fiquei muito feliz, muito contente.

* O atleta é natural de São João de Meriti (RJ).

Neuza Marsicano, corredora e educadora

A organização foi fantástica. Foi tudo perfeito, uma emoção maravilhosa, um momento mágico, desde o instante em que a gente se reuniu para receber os uniformes e instruções sobre a condução. Imagine um sonho… Tudo muito lindo, um revezamento maravilhoso e a sensação foi demais. O que me tocou mais foi a manifestação do público, do início ao fim do meu percurso. Muitas pessoas atravessaram a cidade para nos ver, com seus filhos e parentes. Todo mundo queria tirar foto comigo e com a Tocha. Foi maravilhoso. Desejo que essa Chama Olímpica, a qual tive oportunidade de ter nas mãos, ilumine nosso país, nossa cidade. Que a luz da Tocha venha trazer a tão esperada paz para o mundo e para o nosso Brasil.

RCO Rumo á Tocha-90

Foto: Hugo Keyler

 Alexandre Ank, mesatenista paralímpico

Fui indicado por Bicas (onde nasci e fui homenageado nesta segunda-feira, 16) e Juiz de Fora, mas o Comitê Olímpico definiu que eu carregasse a Tocha em Juiz de Fora. Para mim, foi muito emocionante, um dia ímpar na minha vida. Pude realizar mais um grande sonho e retomar aquele gostinho de vivenciar mais uma vez o clima olímpico, agora no meu país.

marco e celso - arq marco farinazzo

Foto: arquivo pessoal/Marco Farinazzo (à dir.)

Celso Ciampi Medeiros, corredor

Primeiro quero agradecer aos meus amigos e familiares, que foram curtir comigo aquele momento único. Vocês me emocionaram! Qual sentimento seria o mais ativo ao acender a Tocha Olímpica? A felicidade? Essa estava estampada no rosto. A emoção? Transparecia nos olhos cheios de lágrimas, que consegui segurar. Orgulho? Sim, estava orgulhoso de poder conduzir o Fogo Olímpico. E um tanto mais de sentimentos… Passava uma ‘longuíssima’ metragem da minha vida e, ao mesmo tempo, nada na minha cabeça. São coisas que ficarão marcadas na retina e no coração, que nunca vou conseguir explicar.

Marco Farinazzo, ultramaratonista

Foi muito emocionante. Sensação de quem estava vencendo uma ultra prova. O carinho do povo juiz-forano foi demais. O Brasil não é só futebol. Essa foi a festa mais linda que Juiz de Fora teve pelas ruas. Nunca tinha visto tanta gente prestigiando. Todos fizeram uma festa muito bonita e tinham muitas crianças na rua. É como sempre falo: só o esporte une os povos! Agora vou levar a Tocha às escolas, órgãos diversos, para compartilhar essa alegria com todos”. 

RCO Rumo á Tocha-50

Foto: Hugo Keyler

Flávio Villela, treinador de vôlei

Chorei em alguns momentos. É muito legal ver a festa e o envolvimento das pessoas. Não dá muito tempo para se emocionar, mas aqueles ‘segundinhos’ em que fiquei com a Tocha na mão, correndo e vendo minha família e amigos ao meu lado, trouxe uma sensação muito gostosa. Quando você está ali, no revezamento, passa o filme de toda uma história. Tudo o que consegui fazer pelo esporte até hoje…  Realmente, foi muito legal. Momento de muita emoção. 

Hionara Botti, paratleta

Estou muito feliz. Muito feliz mesmo. Foi um momento mágico… Quando vesti o uniforme e me olhei no espelho caiu a ficha. Vi que era verdade. No ônibus do Comitê Olímpico, a emoção foi dominando. Quando a porta se abriu e vi meus amigos, minha mãe, minha família e o ‘Biel’ (esposo), foi uma emoção indescritível. Cada passo que eu dava era como se ficassem para trás as dores, as mágoas e as dificuldades. Quero muito que essa Chama traga paz, aqueça nossos corações, ilumine nossos caminhos e nos faça enxergar que sempre podemos recomeçar. 

gedair - pessoal

Foto: arquivo pessoal

Gedair Reis, maratonista e guia

Ainda me sinto anestesiado por este maravilhoso e organizado evento. Ser Condutor foi uma honra! Um domingo abençoado, que começou ainda após a missa com o carinho e aprovação de amigos e conhecidos. Durante toda a tarde, a emoção corria solta pelo meu corpo. Ainda no ônibus que nos levava até o nosso posto, não conseguíamos esconder tamanha felicidade. Ao chegar no meu local (Colégio Santa Catarina), tudo’ explodiu’… Por um instante fiquei ‘fora do ar’ diante de tamanho carinho. Foi um momento indescritível. Mais uma vez não encontro uma palavra que venha definir esse prazer. Passou um filme na minha mente: saudades dos entes queridos, que, por um motivo ou outro, não estiveram presentes. Que a passagem da Tocha Olímpica seja a semente para novos atletas no Brasil – não necessariamente medalhistas. Espero continuar no meu trabalho voluntário por muitos anos. Que a Tocha possa iluminar a humanidade e construir um novo mundo, menos violento e mais justo.

felipe - pessoal

Foto: arquivo pessoal

Felipe de Souza Lima, paratleta

O revezamento para mim foi um marco histórico como PCD (Pessoa com Deficiência), paratleta e estudante de Educação Física. Fiquei muito feliz, emocionado e honrado por ver todos os meus amigos e familiares festejando comigo. O coração acelerou e me senti um ‘astro’ por causa dos gritos da galera. Representantes de uma escola da cidade de Tabuleiro, onde realizo trabalho social, me pediram até autógrafo… Dei uns 30 – fora as fotos.

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